Correspondência Conselhista Internacional (ICC) – Gary Roth

[Nota do Crítica Desapiedada]: Oferecemos ao leitor a tradução do capítulo 9 do livro de Gary Roth, Marxism in a Lost Century: A Biography of Paul Mattick, Leiden, Brill, 2015, p. 136-158. A ideia de disponibilizar esse capítulo em português da extensa biografia sobre Paul Mattick se deve à falta de informações sobre a existência da ICC nos Estados Unidos. A ICC foi um grupo informal e uma revista editada, em grande parte, por Mattick, cuja linha política expressava o comunismo de conselhos. A revista teve várias edições, divulgou dezenas de ensaios, permanecendo ativa entre a década de 1930 e o começo de 40. As primeiras edições apareceram em outubro de 1934, durando até dezembro de 1937, o que ficou conhecido simplesmente como ICC. Em fevereiro de 1938, a revista foi renomeada para Living Marxism, mantendo publicações até setembro de 1939. Por último, a revista assumiu o título New Essays, permanecendo ativa entre a primavera de 1940 e encerrando a sua existência na primavera de 1943.
A divulgação do texto de Roth esclarece questões relacionadas à formação da ICC, a relação de Mattick com outros conselhistas (Pannekoek, Korsch, etc.), os panfletos publicados, a marginalidade de Mattick nos meios políticos devido à radicalidade de sua perspectiva (sobretudo a sua consideração da URSS como capitalista de Estado), entre diversos outros aspectos. Temos, assim, um texto que oferece diversas informações ao leitor sobre o Partido Operário Unificado (POU), sucedido pela ICC, o que permite visualizar um pouco da luta cultural realizada pelo comunismo de conselhos nos EUA, em que pese essa luta fosse periférica devido ao seu caráter revolucionário e tivesse pouca ressonância na luta de classes no momento histórico de sua existência.
Desse modo, a intervenção que Mattick, Korsch, Langerhans, entre outros militantes realizavam naquele país, contribuiu para tornar o comunismo de conselhos uma tendência política avançada, radical, que em momentos turbulentos, com a classe operária tornando as suas lutas revolucionárias, é resgatada e rememorada nos dias de hoje. Quando a luta de classes avança, o material revolucionário publicado na ICC permanece como guia imprescindível para o debate teórico marxista na contemporaneidade. É claro que existem limites, lacunas, ambiguidades em vários dos seus textos, o que é tarefa para outra introdução e outros textos. Neste momento, o importante é trazer à luz a existência da ICC e sua contribuição teórica ao marxismo, tendo em vista a perspectiva deste último em expressar a luta de classes do proletariado revolucionário.
Obs.: Disponibilizamos também para leitura o pdf numerado do presente ensaio: Correspondência Conselhista Internacional (Gary Roth).


Correspondência Conselhista Internacional (ICC)[1]

Panfletos e Autores

Na realidade, se é o Japão ou a Inglaterra que exporta artigos de algodão para a Índia, deveria ser indiferente para a população trabalhadora, pois, considerado como um todo, não faz diferença se são os trabalhadores japoneses ou ingleses que estão desempregados.[2]

O Partido Operário Unificado (POU) demorou a tomar forma. Durante o ano de 1933, ele tinha apenas um documento para distribuir: a declaração de crenças original de quatro páginas[3]. Mattick explicou para Hook que estava ajudando o POU “a formular uma perspectiva que não é de forma alguma definitiva quanto à forma” e que suas próprias crenças não eram totalmente congruentes com as do POU[4]. Para um grupo tão pequeno, o POU tinha, não obstante, uma existência institucional animada e ativa. Em torno de cinquenta a sessenta pessoas compareciam a seus fóruns semanais. O artista Fairfield Porter, um visitante do grupo numa data um pouco posterior, deixou um retrato íntimo: “eles estavam entre as poucas pessoas no mundo que realmente haviam lido Marx profundamente, não só um pouquinho”. A condução das reuniões chamou a atenção de Porter:

se alguém dissesse alguma coisa em alguma daquelas reuniões, nunca eram interrompidos, mesmo se falassem por três horas. As pessoas simplesmente sentavam e escutavam até que a pessoa tivesse dito tudo o que ela tinha a dizer antes que outra pessoa levantasse para falar. Não tinha interrupção. Não tinha intimidação. Eu admirava muito isso[5].

Este era um espaço confortável no qual pessoas aprofundavam seu conhecimento do mundo. O grupo de O Capital que Mattick organizava constituiu uma segunda noite toda semana. Aqui também diversos participantes preparavam pequenos resumos do material em discussão.

Mattick escreveu dois dos três panfletos que o POU finalmente lançou no começo de 1934 – um manifesto de 26 páginas para substituir a versão mais curta e uma resposta ao pedido de fusão emitido por um grupo trotskista, a Communist League of America (Left Opposition) [Liga Comunista dos Estados Unidos (Oposição de Esquerda)][6]. O POU esperava reimprimir textos importantes de Luxemburgo, Grossman, dos colegas holandeses, de Hook e de Pannekoek, porém, à exceção de cópias impressas parciais que produziu no mesmo ano, estes projetos nunca se materializaram[7].

No momento em que a revista do POU, a Correspondência Conselhista Internacional (ICC) apareceu, quase dois anos haviam se passado desde a fundação do grupo. Um subgrupo do grupo mais amplo, que oscilava entre dez e vinte pessoas, assumiu o comando das decisões editoriais, com reuniões semanais no apartamento de Mattick. Para Mattick, isso significava três noites por semana devotadas às atividades do POU. O apartamento de Mattick abrigava o mimeógrafo e, assim, servia como uma mistura de salão de reuniões e sala de trabalho. Uma vez que não possuíam financiamento externo, a responsabilidade pelo trabalho preparatório recaía sobre o grupo editorial. O cabeçalho do ICC era desenhado à mão, suas páginas mimeografadas e a revista colada manualmente. O uso de estêncil significava que a digitação tinha que ser precisa – qualquer erro tornava-se uma parte permanente do texto impresso. A primeira edição acabou não incluindo a numeração das páginas e outra edição apareceu com diversas páginas em ordem inversa[8].

Mattick tinha um monte de ensaios para publicação, alguns dos quais haviam aparecido no Der Freidenker[9] e foram traduzidos por Garman. Mattick, que parecia existir sem sono, era o principal colaborador da revista. Canne Meijer confessou a ele: “Eu sempre me impressiono com sua produtividade”. Ele achava difícil manter-se a par de tudo o que Mattick enviava[10]. Mattick funcionava como o escriba do POU, respondendo a pedidos, colocando em palavras as longas discussões que animavam as reuniões e revisando obras de acordo com as sugestões editoriais. Quando os artigos não eram assinados, como era o caso da maioria de seus artigos, isso simbolizava opiniões que representavam todo o grupo. A revista era, nas palavras de Mattick, “nada mais que um veículo para a elucidação das ideias do comunismo de conselhos”[11]. Mattick também omitia seu nome para que não parecesse que ele escrevera o jornal sozinho, mesmo quando este era o caso. No primeiro ano e nos seguintes, a falta de autores era um problema genuíno[12].

Planejada como uma revista mensal, a ICC começou em outubro de 1934 e as duas primeiras edições esgotaram-se rapidamente. Panfletos (cópias impressas) foram recortados a partir de dois ensaios de Mattick[13]. Suas contribuições ao longo dos quinze meses seguintes exibiram o mesmo amplo leque que seu trabalho no CAZ[14]e no Der Freidenker exibira, com ensaios, resenhas de livros e pequenas notícias. Os artigos se concentravam na teoria social e econômica, na política econômica conforme posta em prática nos países industrializados, nos desenvolvimentos na União Soviética, nas relações internacionais, no movimento sindical e nas últimas voltas e reviravoltas dentro da esquerda independente e nos agrupamentos comunistas dissidentes. Mattick também oferecia uma análise da fraca recuperação econômica de meados dos anos 1930, prevendo que uma nova retração estava próxima. Dados econômicos eram discutidos em relação à teoria de Marx, com uma ênfase especial no envolvimento do governo em questões econômicas. Ele levou, assim, a análise de Grossman a áreas que seu mentor não havia explorado.

Inspirado no relançamento de curta duração da Proletarier [Proletário] do grupo de Korsch e da Rätekorrespondenz [Correspondência Conselhista] dos colegas holandeses, a ICC funcionou num alto nível teórico[15]. A revista teve um início tão forte que, em janeiro, os planos eram de que uma segunda publicação, a Living Marxism [Marxismo Vivo], publicasse obras clássicas do comunismo de esquerda e de conselhos e recorresse ao conhecimento de colegas espalhados por toda a Europa[16].

A maior dificuldade foi encontrar autores adequados[17]. Mattick começou a solicitar contribuições um ano inteiro antes de a revista ser iniciada[18]. Poucos membros do coletivo editorial escreveram para ela. Alguns estavam simplesmente ocupados demais. Isto valia para seus colegas da CAZ, Rudiger Raube e Carl Berreitter, e para Al Givens, que, como Mattick, fora um delegado na conferência da Federation of Unemployed Workers [Federação de Trabalhadores Desempregados] em maio de 1933. Outros membros do grupo editorial simplesmente não eram escritores, apesar de sua grande inteligência e comprometimento. Do grupo central, apenas Kristen Svanum contribuiu com artigos no começo de 1935, mas ele estava ausente frequentemente em virtude de seu emprego como marinheiro mercante. Mattick encorajava Garman a escrever, mas no que ele mais podia ajudar era com financiamento e traduções. Garman reconheceu a autoria de Mattick do manifesto do POU porque estava “disfarçada com um inglês um tanto ruim[19]”.

Além da Rätekorrespondenz, o grupo de Korsch foi uma segunda fonte de materiais durante aquele ano inicial[20]. Korsch enviou ensaios de seu exílio em Londres; como Mattick, ele tinha uma capacidade notável de continuar trabalhando apesar de condições pessoais adversas. Por causa do que ouvira de Hook, Korsch se sentira num primeiro momento um tanto cético a respeito de Mattick e via as duras críticas de Mattick – a Hook, por exemplo – como exageradas e injustas. As suspeitas, contudo, vinham de ambos os lados. Canne Meijer escreveu para Mattick que “Korsch é uma boa pessoa, porém, infelizmente, um professor alemão. Ou seja: o que ele escreve poderia ser muito mais simples e mais curto[21]”.

Mattick, contudo, estava obstinado em sua busca por esta relação, que seguia o mesmo modelo que suas amizades com Grossman, Nomad e Garman. Ele enchia Korsch com cartas, postais, revistas e panfletos, alguns dos quais continham seus ensaios e resenhas[22]. Mattick ajudou a colocar a obra de Korsch na Kampfsignal [Sinal de Luta], no Der Freidenker, na International Review e na ICC, ainda que tenha sido Hook quem conseguiu publicação na mais prestigiosa Modern Monthly[23]. Através de Korsch, Mattick esteve em contato com Bernhard Reichenbach, outro dos membros fundadores do KAPD [Partido Comunista Operário da Alemanha] que pertencera a uma série de organizações no final dos anos 1920 e começo dos anos 1930 antes de entrar na Rote Kämpfer [Lutadores Vermelhos]. Um economista por treinamento, Reichenbach trabalhara como um representante de vendas para uma empresa química alemã. Em exílio em Londres, emprego era uma questão urgente e Reichenbach propôs, de maneira bastante irrealista, que Mattick traduzisse seus artigos sobre a situação na Alemanha, com os honorários divididos entre eles[24].

Korsch estava envolvido em diversas situações difíceis em 1935. Heinz Langerhans, um amigo e colega de Berlim, fora preso pelos nazistas por distribuir informações sobre seus planos de rearmamento. Acusado de traição (revelar segredos de Estado), ele podia ser condenado à prisão perpétua. Korsch se aproveitou de seu conhecimento do sistema legal alemão e elaborou um plano para que as acusações fossem reduzidas. Isso envolveu a fabricação de um jornal que contivesse as mesmas informações que Langerhans havia disseminado. O jornal fabricado foi retrodatado a fim de estabelecer que Langerhans meramente reimprimira notícias já publicadas.

Por causa de sua notoriedade, Korsch não podia corresponder diretamente com colegas e amigos. Uma vez que o nome de Mattick seria confiado por associados do KAPD na Alemanha e no exílio, Korsch usava seu nome como disfarce. Um colega dinamarquês, Harald Anderson-Harild, ajudou ao contrabandear o jornal fabricado para a Alemanha, num grande risco para si próprio. O jornal foi apresentado de surpresa ao juiz durante os autos, privando, assim, os promotores da oportunidade de investigarem a nova evidência e talvez descobrir que ela era fraudulenta. O esquema funcionou e Langerhans foi condenado a apenas trinta meses de prisão, apesar de que, na verdade, ele não seria libertado do campo de concentração de Sachsenhausen até a anistia no aniversário de Hitler em 1939[25].

Um ensaio de Langerhans, que foi contrabandeado para fora dos campos de concentração, apareceu anonimamente na ICC de maio de 1935 com um comentário de Korsch[26]. Mattick também solicitou contribuições de Anderson-Harild e Ernst Lincke, este um veterano do KAPD que fugiu para Copenhague[27]. Quando diferenças pessoais surgiram entre estes dois, Mattick, Korsch e Canne Meijer se viram envolvidos numa situação que ameaçava pôr em risco colegas ainda na Alemanha. Anderson-Harild estava furioso com Mattick uma vez que ele se negava a tomar partido e ele rejeitou colaborar com a ICC com base nisto. Ele estava igualmente bravo porque o POU mal contribuíra com os esforços de angariação de recursos para refugiados políticos na Europa, dizendo a Mattick: “você gosta muito de teoria, mas é incrível como você gosta pouco da prática”[28].

A existência de Korsch na Inglaterra foi tênue porque o governo britânico não estava muito interessado em ter exilados comunistas alemães, independentemente da vertente particular de marxismo a qual aderiam. Quando a amante de Korsch, Dora Fabian, cometeu suicídio com sua colega de quarto, a suspeita recaiu sobre Korsch e uma investigação do governo perseguiu todo tipo de rumor e difamação[29]. Com a prescrição de seu visto, deram seis dias para que Korsch deixasse o país e ele fixou residência na Suécia, perto do dramaturgo Bertolt Brecht que, como Langerhans e Sidney Hook, conhecia Marx dos círculos de estudo que Korsch organizara em Berlim.

Pannekoek, similarmente a Korsch, estava desconfiado de Mattick no começo, não porque pensasse que o senso de crítica de Mattick fosse exagerado, mas porque Mattick parecia imitar os piores aspectos do mundo intelectual. A teoria da crise, na concepção de Pannekoek, era um meio moroso de atrair radicais para um novo partido político. O fato de o POU dirigir-se a “todos os revolucionários sérios” apenas aumentou suas suspeitas. Era este o foco adequado das atividades radicais, ele perguntou – a minoria dos trabalhadores que se radicalizam antes do resto da classe? Pannekoek considerou a ICC desnecessariamente teórica, à custa do proletariado em cujo nome ela era escrita. Ele via com igual desagrado a Modern Monthly, que Mattick via como um escape natural para sua obra, mas que Pannekoek considerava uma revista escrita por intelectuais sobre questões que só interessavam a outros intelectuais[30]. Pannekoek pode ter sido um pesquisador universitário, porém ele sempre direcionara seus escritos a uma audiência da classe trabalhadora.

O estilo pessoal de Pannekoek – imponente, de fala mansa e modesto – era compatível com sua imagem como a éminence grise da esquerda radical holandesa e um dos cientistas acadêmicos mais respeitados da Holanda. Apenas em um aspecto seu comportamento era incongruente[31]. Era como se sua elegância professoral fosse reservada para traduções de sua própria obra ou a edição da obra em relação pela qual ele possuía um sentimento responsabilidade pessoal. Não obstante suas primeiras críticas da ICC, Pannekoek reconheceu prontamente que a revista aplicava as ideias do novo movimento operário, com o qual ele estava comprometido, a desenvolvimentos contemporâneos, mesmo se a maneira com que isso era feito não fosse a de sua preferência. Ele encaminhou para análise um panfleto escrito por um colega, mas preocupou-se que ele poderia ser usado indevidamente pelo POU. Ele insistiu que ninguém, exceto ele, exercesse controle editorial, já que todo “pequeno reajuste ou exclusão ou inclusão de uma vírgula altera o significado”[32]. Suas diretivas a Mattick foram exigentemente rígidas. O nome do POU não deveria aparecer em lugar nenhum exceto no frontispício.

Todavia, Mattick e outros membros do POU pensavam diferente sobre o panfleto. Ele não só precisava de significativa atenção editorial por causa de repetições desnecessárias e da estranheza estilística, mas também se apoiava em terminologia idealista que não era costumeira nos círculos aos quais era destinado. Em outras palavras, o conhecimento de Pannekoek do inglês idiomático não era tão bom quanto ele achava e ele também não estava sintonizado com as particularidades culturais do discurso marxista americano. Pannekoek, entretanto, rebateu todas as sugestões em grandes detalhes. Os editores do POU, ele suspeitava, não aprovavam certas formas de expressão por causa de sua obsessão com a causalidade econômica. As “afirmações de que o resultado de cada luta depende de fatores espirituais no proletariado, da coragem, do autossacrifício, do entusiasmo, do claro conhecimento dos trabalhadores”, ele supunha, lhes soavam estranhos. Ele perguntou abertamente a Mattick se “é suficiente dizer aos trabalhadores que sua vitória e o comunismo são um resultado necessário e inevitável do desenvolvimento econômico?” Este era o mesmo hábito mecanicista que havia caracterizado o antigo movimento operário. Pannekoek recorreu a seu longo envolvimento na esquerda radical como prova da retidão de suas opiniões. Ele ficou ainda mais irritado quando Mattick alegou, de repente, que faltavam recursos[33]. No entanto, nada disso danificou permanentemente seu relacionamento. Pannekoek foi um dos poucos autores a aparecer na ICC durante todo o ano de 1936.

Mesmo quando Mattick recebeu promessas a respeito de submissões à ICC, um processo longo e árduo frequentemente estava envolvido. Mattick começou uma correspondência com Edward Conzé no final de 1933, depois que Hook encaminhou a carta de Conzé durante o período no qual compartilharam suas redes de amigos e colegas. Hook ficou surpreso que Mattick ainda não tinha ouvido falar dele, já que Mattick “parecia conhecer tudo a respeito das deutsche Angelelegenheiten [assuntos alemães]”[34]. Conzé fora um dos “arquitetos secundários” da doutrina do Partido Comunista Alemão até ele fugir dos nazistas e também romper com os comunistas[35]. Com educação universitária e perfeitamente bilíngue em virtude de sua criação na Inglaterra (sua família tinha fábricas têxteis), ele ganhava a vida através de aulas de idiomas, traduções, ensinando e escrevendo para jornais sindicais e do partido trabalhista. Ele também escreveu diversos livros sobre teoria social e política para o público em geral.

O objetivo de Conzé de independência política – ele considerava os social-democratas e os comunistas alemães igualmente responsáveis pela resposta desorganizada à ocupação nazista – se provou elusivo. Os comunistas britânicos atacavam tudo que ele publicava e a expulsão do Partido Trabalhista Britânico era uma preocupação contínua porque ele criticava como ineficientes os boicotes econômicos e sanções militares que eram direcionadas a regimes fascistas. Seu medo do ostracismo e do isolamento de um público da classe trabalhadora atenuou suas expressões escritas e contribuiu para sua relutância em se associar abertamente com a ICC. A despeito de promessas frequentes de produzir um artigo sobre conselhos operários na Grã-Bretanha, nada jamais se materializou. Ele organizou, contudo, intercâmbios da ICC com revistas britânicas, e Mattick resenhou favoravelmente diversos livros de Conzé na ICC, na Modern Monthly e no Der Freidenker, não obstante suas fortes reservas a respeito de cada um[36].

Theodor Hartwig, co-colunista de Mattick do Der Freidenker, era outra possibilidade para a ICC. Hartwig também fora perseguido de dentro da esquerda. Suas atividades no movimento pela reforma escolar levaram à sua alienação da política social-democrata. Mais tarde, ele foi passado para segundo plano quando tentou estabelecer uma associação internacional de livre pensamento que era independente tanto dos social-democratas como dos comunistas, apenas para observar de longe conforme recursos eram esbanjados em grandes salários e esforços estéreis para contrabandear literatura antifascista para a Alemanha – estes últimos tendo nenhum outro resultado, em sua opinião, senão aumentar o número de esquerdistas nos campos de concentração. Hartwig fazia perguntas epistemológicas interessantes – como era possível, por exemplo, que uma única teoria como a de Marx desse origem a tantas interpretações concorrentes? Mattick acompanhou a carreira de Hartwig e o ajudou quando pôde. Mattick resenhou a obra de Hartwig no Der Freidenker e encaminhou artigos a ele que não eram adequados à ICC, especialmente aqueles que se concentravam na religião. Dois dos ensaios de Hartwig sobre os desenvolvimentos europeus contemporâneos foram finalmente publicados na ICC no final de 1937[37]. Com o estímulo de Mattick, Hartwig abraçou a teoria de Grossman do colapso capitalista[38].

Os conselhistas de Nova York, Walter Boelke e Wendelin Thomas, estavam primeiramente preocupados em salvar a Kampfsignal, mas no começo de 1935, Boelke contribuiu com um artigo sobre o marxismo e o anarquismo, com um artigo de Thomas vindo uns meses depois. Boelke distribuiu a ICC a livrarias de esquerda suscetíveis pela cidade[39]. Outro nova-iorquino, Herman Gersom, foi abordado por Mattick, porém ele estava ocupado com o lançamento da International Review, com a qual Mattick foi convidado para colaborar[40]. Havia potenciais colaboradores em Paris, mas Mattick não teve sucesso com eles, tampouco[41]. Um colega que retornou para a Suécia prometeu traduzir artigos da ICC para a imprensa sindicalista de lá e também enviar contribuições originais, porém nada nunca despontou[42].

A maior decepção continuou sendo Grossman. A Fundação da Escola de Frankfurt, que o apoiou com uma bolsa mensal, reprovava envolvimento político direto, embora esta consideração não tenha interferido com a colaboração de Korsch, ainda que ele também tenha recebido uma bolsa. Grossman, contudo, desaprovava a ICC por “questões de princípio”, a saber, suas críticas à União Soviética. Ele avisou que Mattick “continuaria um sectário com poucos seguidores e sempre estaria de fora do grande movimento de massas”. Ele se referia às concepções de Mattick como “não marxistas” e “fundamentalmente erradas”, mesmo que estivessem “abstratamente ‘corretas’”. Para Grossman, a União Soviética precisava ser “defendida de inimigos externos a qualquer custo[43]”. Estas declarações parecem ter finalmente convencido Mattick e o POU a abandonar os planos de reproduzir qualquer uma das publicações de Grossman.

Mattick recebeu de colegas na Alemanha informações que não estavam disponíveis em nenhum outro lugar. Um colega de escola de Berlim escreveu após uma pausa de dez anos. Ele se formara como metalúrgico, como Mattick, e se tornara um chofer, dirigindo para um compositor bem conhecido até que seu empregador foi forçado a se exilar por causa da perseguição étnica. O emprego alternativo era aquele de taxista numa cidade invadida por um excesso de motoristas e uma falta de clientes. Outro amigo de Berlim, um maquinista, enviou uma longa lista de preços de produtos alimentícios básicos, bens de consumo, do aluguel de apartamentos, das taxas salariais e dos impostos profissionais – uma imagem da vida cotidiana que Mattick talvez fosse capaz de utilizar. Quase todos nas fábricas realizavam trabalho à peça “à custa de seu próprio corpo”. Famílias da classe trabalhadora se viravam com apartamentos de dois cômodos. Para qualquer coisa maior, era necessária uma renda que apenas funcionários profissionais como engenheiros, supervisores e chefes de departamento podiam custear[44].

A Inevitabilidade do Comunismo

O único movimento operário que pode ser considerado novo é aquele que for capaz de ver nos conselhos operários e não em si mesmo e em sua própria e pequena organização partidária o genuíno fator decisivo da revolução[45]

Sidney Hook encorajara Mattick a transformar sua resenha de Towards the Understanding of Karl Marx [Rumo à Compreensão de Karl Marx] num panfleto completo. Hook prometeu uma resposta, uma Anticrítica que responderia às críticas tanto de Mattick como de Eastman. Na sugestão de Hook, Mattick abordou a John Day Company, conhecida por suas impressões lidarem com panfletos radicais[46]. Na carta de apresentação, Mattick citou extensamente as cartas elogiosas de Hook. Ele garantiu ao editor que distribuições consideráveis eram possíveis em Chicago e Nova York – mas em vão[47]. Um agente literário independente que também examinou o manuscrito foi igualmente pessimista: “nenhuma revista publicaria um artigo de crítica com extensão de 12 mil palavras ou mais”. Contudo, o manuscrito de Mattick, quando pronto, tinha o dobro deste tamanho. Ademais, o agente lhe disse: “revistas burguesas certamente não aceitariam um artigo de escrita interpretativa de um ponto de vista comunista, independente de sua compleição”[48].

Sam Solon, que atuava em papeis sucessivos como editor estudantil, editor associado e gerente de negócios na Modern Monthly, veio ao resgate. Solon patrocinou uma série de panfletos separada sob a rubrica Polemic Publishers [Editores Polêmicos]. Ele também era o grande defensor de Mattick na equipe da Modern Monthly[49]. Hook encorajou Solon a publicar o panfleto de Mattick como uma “contribuição oportuna para a discussão marxista”, ainda que Hook, sempre como esperado, tenha caracterizado Mattick como “um homem inteligente que não consegue pensar racionalmente”[50]. Uma vez que a série de panfletos foi autofinanciada, Hook concordou em arrecadar recursos para ela, ao passo que Solon prometeu emprestar tudo mais que fosse necessário[51].

O que resultou disso foi um toma lá dá cá no qual Hook expressou objeções às críticas de Mattick, ao passo que Mattick reformulou o manuscrito. Hook continuou a provocá-lo em toda oportunidade: “se sua interpretação do marxismo está correta, realmente não há motivo para escrever sobre ela de seu ponto de vista”[52]. Garman, que era o responsável pela tradução, considerou as correções de Hook uma questão de “mesquinharia de diretor de escola”. Garman disse a Mattick: “Em breve eu vou antipatizar com ele tanto quanto você”[53].

Quase todo mundo esperava grandes coisas quando o artigo A Inevitabilidade do Comunismo [The Innevitability of Communism] foi publicado no começo de 1935. Com panfletos complementares de Hook e Eastman (que escreveu uma crítica separada), seu debate certamente causaria um rebuliço. Mattick distribuiu seu próprio panfleto livremente entre amigos, colegas e editores em potencial. A ICC, o Der Freidenker e a Modern Monthly organizaram anúncios regulares. Grossman escreveu para dizer: “o trabalho filosófico com Hook aprofundou sua perspectiva e tornou a expressão escrita mais rigorosa e mais rica”[54].

Porém, a despeito das boas intenções de muitas pessoas, A Inevitabilidade do Comunismo mal foi percebido. Hook renegou a Anticrítica, abafando, portanto, a resposta ao panfleto de Mattick. As relações entre os dois haviam se tornado tão ruins que Hook pressionou Calverton a retirar anúncios da Modern Monthly, ameaçando, senão, a retirar seu subsídio financeiro à revista. Mattick aconselhou Calverton a não pôr sua revista em risco. Calverton, contudo, recusou-se a ceder diante das ameaças de Hook, e anúncios sobre A Inevitabilidade apareceram por todo o ano de 1935.

Mattick sugeriu que Grossman resenhasse A Inevitabilidade do Comunismo na Zeitschrift für Sozialforschung [Revista de Pesquisa Social], porém, apesar do pedido de Grossman a Max Horkheimer, nada aconteceu[55]. Korsch também fez uma solicitação, mas não teve mais sorte com Horkheimer do que Grossman tivera. A discussão de Korsch com Solon a respeito de uma resenha na Modern Monthly ou até mesmo panfleto autônomo não produziram, do mesmo modo, resultado. Korsch considerou acrescentar uma seção a seu Karl Marx, que breve apareceria em inglês, mas questões de espaço também impediram isso[56]. Conzé tinha que resenhar o panfleto de Eastman na revista britânica The Plebs [Os Plebeus] e prometera conectar Mattick, contudo, quando a sinopse de um parágrafo apareceu, o panfleto de Mattick não foi mencionado, novamente talvez por causa de restrições de espaço. Tentativas posteriores de obter cobertura na The Plebs também não obtiveram sucesso[57]. O editor da Social Science [Ciência Social] prometeu resenhar o panfleto ele mesmo, mas depois acabou não o fazendo[58]. O editor da The New Republic [A Nova República] estava ansioso para ler o panfleto de Mattick, especialmente porque ele havia gostado de uma das resenhas anteriores de Mattick, mas não fez garantias de antemão e tampouco nada se desenvolveu aqui[59]. Uma proposta de Guy Aldred para tanto resenhar como publicar o panfleto de Mattick na Grã-Bretanha também caiu por terra[60]. O editor da revista mensal socialista suíça Rote Revue [Revista Vermelha] também planejara uma resenha e também fracassou em publicar uma[61]. Eastman prometeu uma resenha na Modern Monthly, mas isto não transpareceu, possivelmente por causa da interferência de Hook[62]. Os comentários de Pannekoek esfregaram sal numa ferida aberta. Ele se referiu ao debate entre Hook e Mattick como “um bate boca à toa” e se perguntou “como uma teoria tão clara e simples como a de Marx pode ser tão dificultada por incompreensões e complicações aprendidas ou quase aprendidas”. Ele escreveu isso a despeito de sua concordância geral com o ponto de vista de Mattick[63].

As poucas resenhas do Inevitabilidade foram bastante mistas. O Der Freidenker se referiu a ela como “um novo e importante panfleto” e publicou um trecho como um artigo independente, mas o comentário de Wendelin Thomas foi hostil e derrogatório. Ele partilhava de muitas das queixas que foram exprimidas por Korsch e Pannekoek – sobretudo, o panfleto era desnecessariamente difícil. Ao passo que Thomas parabenizou Mattick por lidar com questões difíceis, ele o caracterizou como alguém que buscava se tornar conhecido. O fato de ele ter mencionado outro projeto de Mattick, uma versão popularizada de O Capital que tinha o título provisório de Marx para Operários, não desfez a impressão negativa da obra de Mattick[64].

A resenha na ICC, “Marx Without Doctors”, foi laudatória, mas não conseguiu se engajar diretamente com as questões que Mattick levantara. Talvez tenha sido de autoria de Kristen Svanum, alguém totalmente familiar com a história pessoal, teórica e política de Mattick. Mattick foi descrito como com “o mais intransigente dos marxistas e, ao mesmo tempo, um dos menos prejudicados pelas tradições”. A resenha, contudo, enfatizou as críticas de Mattick das políticas de esquerda, não o foco primário do panfleto[65]. Uma terceira resenha apareceu na publicação da Commonwealth College, para a qual Mattick fora convidado a ensinar. O crítico considerou Mattick “filosoficamente mais capaz” do que Hook e descreveu este como alguém que “tende a perder a cabeça quando as lacunas do livro são ressaltadas”. Dado que o livro de Hook, na opinião do crítico, não tinha grandes consequências, o panfleto de Mattick foi tratado da mesma forma desdenhosa[66]. Por fim, uma sinopse de um parágrafo que criticava Mattick por criticar os bolcheviques apareceu na Books Abroad[67].

Fora estas, mais nenhuma resenha apareceu. Apenas Korsch forneceu críticas substantivas, mas em particular. Ele disse a Mattick: “Tenho tanto para escrever a você que hesito começar”. A crítica mais profunda foi à contestação de Mattick sobre a separação de Hook das ciências sociais das naturais e, portanto, também a inclusão de Hook do marxismo nas ciências sociais. Entretanto, algumas partes do Inevitabilidade eram simplesmente “mistificadoras” por causa da pressa com que Mattick sintetizara e então criticara ideias complexas. O enfoque de Mattick mudava rapidamente de Hook para Marx para Mattick e apenas leitores bastante versados no marxismo dialético tinham a ganhar com a discussão. Além disso, Korsch não achava que a dialética era especialmente importante para Marx exceto como um modo de expressão[68]. Korsch opunha-se ao hábito de Mattick de exagerar diferenças a fim de melhor esclarecer as questões. Polêmicas incisivas tinham uma história longa e em grande medida danosa como o modus operandi para críticos burgueses e marxistas. Para Korsch, era melhor buscar um denominador comum e esculpir abordagens menos agressivas ao comportamento político[69].

Uma trajetória similar, ainda em miniatura, ocorreu com o longo artigo de Mattick, O que é Comunismo?, cujo destino foi similar àquele do Inevitabilidade. Em outras palavras, era conhecido em partes da esquerda radical, porém, fora isso, ignorado[70]. Hook se referira ao O Que é Comunismo com “uma obra bahnbrechendes [que rompe caminhos][71]” na qual Mattick lidou extensivamente com o financiamento de estabelecimentos improdutivos dentro dum sistema socialista[72]. Isso era importante porque escolas, instituições de saúde, teatros artísticos e outros espaços não essenciais para o aparato produtivo e a força de trabalho seriam o aspecto verdadeiramente expansionista de um mundo igualitário. O Que é Comunismo? parecia destinado à ampla circulação. Mattick escreveu para Calverton: “Estou convicto de que você o achará interessante, se o ler”. Ele explicou: “ponto de vista do artigo é absolutamente desconhecido neste país, nunca publicaram nada parecido”[73]. Por fim, contudo, as diversas versões de O Que é Comunismo circularam apenas nas comunidades conselhistas alemãs, holandesas e americanas através da Kampfsignal, da Rätekorrespondenz e da ICC.

Mattick se cansou. Um gasto enorme de energia havia produzido relativamente pouco: nem autores para a ICC nem leitores para sua própria obra. Garman o encorajou a seguir em frente, a “criar um nome para si mesmo – enquanto aguardava a revolucionização das massas”. Escrever era difícil e trabalhoso, mas Garman o lembrava de que esse sempre fora o caso com a “literatura que valia a pena ler”[74]. Mattick comentou com outro colega que o POU estava “progredindo devagar, muito devagar”[75]. Mattick tinha certo estoicismo, como se a vida no capitalismo inevitavelmente envolvesse sofrimento. Mattick também estava desenvolvendo uma grande paciência, dada a morosidade com a qual eventos e pessoas pareciam evoluir[76].

Dentro dos círculos comunistas de conselho, por outro lado, a obra de Mattick circulou amplamente. Uma seção do POU em Buffalo, com colegas transplantados de Chicago, conduziu reuniões ao ar livre durante os meses de verão e atraiu várias centenas de participantes. Ela organizou aulas sobre o “marxismo revolucionário”[77]. O grupo de Nova York, essencialmente Boelke e um grupo variável de outras pessoas, ainda tinha que assumir uma forma distinta, mas isto não os impediu de disseminar amplamente os materiais do POU[78]. A seção de Washington D.C. parecia ser composta apenas por Garman, mas ele era demasiado energético em seu entusiasmo e alcance.

O POU organizou uma pequena biblioteca de panfletos e livros que eram vendidos a preços baixos, com planos de mais livros. Ele distribuía revistas semelhantes como a Modern Monthly e a Rätekorrespondez e publicou “Leninismo ou Marxismo?” de Luxemburgo numa das primeiras edições da ICC. Os Matticks continuaram em seus papeis como distribuidores, com uma longa lista de livros que disponibilizaram a preço de custo: Marx, Engels, Pannekoek, o Outline Study Course in Marxian Economics [Esquema de Programa de Estudos na Economia Marxiana] (sobre o livro 1 de O capital), o The Scientific Method of Thinking [O Método Científico de Pensamento] de Conzé e mais[79]. Até o final de 1935, o grupo não se referia mais a si mesmo como o Partido Operário Unificado, preferindo, ao invés disso, a nomenclatura adotada pelos colegas holandeses, Grupos de Comunistas de Conselhos. O POU nunca fora um partido político como normalmente se entende e seu nome causara muitos “mal-entendidos desnecessários”[80].

Meados da Década

Não ligamos pra Aldred, Vera Buch, Weisbord ou Mattick! Nós queremos promover a consciência da classe e não glorificar indivíduos![81]

Foi a natureza desconcertante de 1935 que pareceu prender a atenção de todo mundo. Nada mudara substancialmente, ainda assim, nada parecia estar acontecendo também. A letárgica recuperação econômica, imputável ao maciço gasto governamental, ainda tinha que superar os patamares alcançados no final dos anos 1920. Milhões permaneciam desempregados e dependiam de auxílios. Os programas de obras públicas eram claramente esquizofrênicos em sua administração; projetos eram reformulados ou suspensos em rápida sucessão. Dezenas de milhares encontravam-se de repente jogados de volta ao sistema de auxílios, que era, na melhor das hipóteses, mínimo e inadequado. Muitos projetos eram orientados aos não qualificados e não incutiam habilidades úteis, mas, seja como for, esta não era sua intenção. Manter a aptidão da classe trabalhadora para a disciplina relacionada ao trabalho era uma importante consideração política. Tomadas como um todo, estas medidas – projetos de auxílio e frentes de trabalho – atingiram o efeito desejado de sufocamento da força de trabalho. A onda de greves do ano anterior baixou. O movimento radical de desempregados praticamente desapareceu, substituído por uma Aliança Operária num nível nacional que cresceu ferozmente militante quanto à retórica e à tática, mas que funcionava como um lobby em favor de um setor governamental expandido[82].

Mattick prestou atenção em particular à situação em regiões de mineração rurais. Alguns milhares de toneladas de carvão mineradas ilegalmente, numas 10 mil minas de carvão, por pequenas equipes de dois a quatro trabalhadores que também organizaram seus próprios sistemas de transporte e distribuição. As condições de trabalho, destacou Mattick, remetiam à Idade Média, na qual poucos equipamentos salvo por ferramentas manuais eram usados. Os sítios também estavam propensos a todos os tipos de acidentes de trabalho. A despeito destes muitos obstáculos, esta economia de autoajuda respondia por 10 por cento da produção total de carvão no país. Insustentável a longo prazo, recorreram a ela por puro desespero em regiões nas quais nenhum outro tipo de emprego era possível. Ficou claro também que na medida em que a indústria arrancou novamente com seu uso de tecnologia e sua produtividade mais alta, estas operações desapareceriam. Não obstante, atividades como estas – se se tornassem generalizadas por toda a economia – tinham o potencial de transformar a sociedade[83]. Isso era controle direto da produção pelos próprios produtores.

Dissonâncias assolaram muitas das iniciativas de Mattick. As relações com Guy Aldred e a Federação Comunista Antiparlamentar (APCF) em Glasgow foram bastante positivas no início. Aldred prometeu escrever para a ICC, ao passo que a APCF assumiu projetos que estavam além dos meios do POU, incluindo a publicação de diversos panfletos para os quais Mattick chamou sua atenção. Eles também publicaram e distribuíram o Inevitabilidade de Mattick[84]. Havia concordância geral entre o POU e a APCF sobre a política antiparlamentar, a permanência da crise econômica e a necessidade de comunicações internacionais[85].

Mattick e o POU também ouviram de Albert e Vera Buch Weisbord a respeito de um pequeno grupo comunista dissidente que tinha membros em Nova York e Chicago. Mattick, que dividia livremente suas redes de amizades e de conhecidos, pôs os Weisbords em contato com Aldred e deu a Vera Buch as informações de contato de Korsch e de Grossman, pendente uma viagem à Europa. Os Weisbords, contudo, eram leninistas de coração, o que os colocou contra os conselhistas. Weisbord ficou furioso quando Walter Boelke corrigiu sua compreensão da história americana: “é ridículo que VOCÊ queira me contar sobre a história de MEU PRÓPRIO PAÍS”[86]. Nada disso incomodou Aldred, que se aproximou bastante dos Weisbords. Mattick lhe escreveu: “coisas estranhas acontecem neste mundo. Você vai se divertir bastante com a Vera Buch, já que ela é uma bolchevique de verdade. Mas nós somos marxistas, e não seguidores de Lenin, e não temos uma ligação”[87]. Quando Aldred promoveu o grupo de Weisbord mais plenamente que o POU em sua história da esquerda radical, Mattick se afastou publicamente de ambos os grupos[88]. Weisbord logo denegriu o POU como “alemão demais em sua perspectiva”[89]. Noutro lugar, ele se referiu ao público de Mattick como “bons agentes fascistas” por causa de suas críticas à União Soviética[90].

As negociações com os conselhistas de Nova York também foram frágeis. Se a Kampfsignal tivesse sobrevivido sob a tutela de Boelke e Thomas, a ICC teria sido sua equivalente de língua inglesa. Boelke e Mattick tinham inclusive chegado a publicar artigos com nomes idênticos nas duas revistas[91]. Porém, as tensões entre Thomas e Mattick eram constantes. Thomas via a tese da esquerda radical alemã sobre a crise mortal como parte ciência, parte propaganda: “você tem sonhos, querido Paul, e isso é tudo”. Mattick achava que “se você é parte do movimento conselhista, então deveria ser fácil passar por cima das diferentes perspectivas ou conseguir convencer o outro”, mas Thomas discordou[92].

Diferenças aparentemente intransponíveis surgiram também entre os colegas alemães e holandeses, cristalizadas na assim chamada Conferência de Bruxelas do meio de 1935[93]. Mais uma reunião do que uma conferência, ela contou com sete delegados da Alemanha, um da Holanda e os anfitriões dinamarqueses. Alfred Weiland foi o organizador principal, uma tarefa à qual se voltou no ano seguinte à sua libertação do campo de concentração. Ele também escreveu o artigo principal, ao passo que Canne Meijer contribuiu com um segundo artigo crucial. Anderson-Harild realizou o evento em sua casa.

Em causa estava a relação entre as economias capitalistas, fascistas e capitalistas de Estado. Esta era uma questão que muitas pessoas na esquerda estavam enfrentando. Em outras palavras, eles refletiam se o fascismo representava o passado, presente ou futuro do sistema capitalista. Ele era mais bem compreendido como uma contrarrevolução, a predominância dos grandes negócios (capital monopolista), ou o desvio rumo ao controle da economia pelo governo, ainda que facilitado por um regime racista no caso da Alemanha[94]. Tanto a ICC como a Rätekorrespondenz cobriram a discussão longamente[95]. Diferente dos colegas alemães, Mattick não achava que as tentativas fascistas de estabilizar a economia seriam bem sucedidas ou que o capitalismo de Estado ao estilo Russo se espalharia para outros lugares. Mas ele também achava que os colegas holandeses superestimavam a capacidade de grupos pequenos e localizados de sobreviver por conta própria. Ele acusava ambos os lados de fazerem exatamente o que Korsch o acusara de fazer poucos meses antes – exagerar suas respectivas ideias a fim de torná-las mais convincentes.

As conexões de Mattick com a Modern Monthly e a Zeitschrift für Sozialforschung se provaram breves. Na Modern Monthly ele publicou diversos ensaios, comentários e resenhas significativos durante o ano. Calverton lhe garantiu: “então você vê, estamos imprimindo suas coisas regularmente agora”[96]. Mattick não desistira de um artigo sobre Grossman, mas Calverton preferiu o artigo “Luxemburgo Versus Lenin”. Quando membros do conselho editorial da Modern Monthly, agora expandido para incluir comunistas dissidentes, objetaram, a segunda metade nunca apareceu[97]. Uma longa resenha de The Nature of Capitalist Crisis [A Natureza da Crise Capitalista] de John Strachey permitiu que Mattick retornasse a temas econômicos. Strachey, um importante teórico do Partido Comunista, enfatizava os limites que o capitalismo enfrentava como um sistema econômico, mas também salientava uma teoria de “pressão salarial” [wage-push] que atribuía a contração dos lucros [profit squeeze] a níveis crescentes de remuneração aos funcionários. Mattick ressaltou que esta era uma afirmação estranha em meio à depressão[98]. Lewis Corey, cujas teorias econômicas Mattick também repreendera nas páginas da Modern Monthly, não se impressionou, dizendo a Mattick que ele não havia desenvolvido sua crítica fortemente o bastante[99].

Ao passo que a Modern Monthly tratava Mattick como um colaborador pleno (ao menos por enquanto), a Zeitschrift für Sozialforschung publicava suas resenhas de livros, cada uma com poucos parágrafos de comprimento, e ele se tornou para eles um especialista na literatura econômica americana. No começo de 1936, contudo, as revistas o retiraram de seu quadro de autores. Mattick era um teórico das crises econômicas e a melhoria da economia mundial em meados da década, não importa quão tênue, ia contra seu tipo de análise. Mattick só reapareceu, ainda que brevemente, em ambas as revistas quando a economia colapsou outra vez em 1937.

Mattick continuou a enviar seu trabalho, aparentemente sem se incomodar com as respostas negativas. Se ele recebia qualquer tipo de incentivo de um editor, ele submetia trabalhos adicionais para sua apreciação. Elogios eram levados ao pé da letra. Perseguia toda pequena chance de sucesso[100]. Durante todo o ano de 1935, a ICC e o Der Freidenker continuaram seus principais meios, publicando de uma forma ou outra muitos dos ensaios e resenhas que também apareciam na Rätekorrespondenz, na Modern Monthly e na Zeitschrift für Sozialforschung. Versões da mesma obra apareciam com frequência em múltiplos lugares. Uma resenha de The Science of Economy [A Ciência da Economia] de Ludwig Kotany, para dar um exemplo, foi publicada no Der Freidenker, na Modern Monthly e na Zeitschrift für Sozialforschung, cada uma com sua própria audiência distinta[101].

No final de 1935, Mattick se inscreveu para uma bolsa na Fundação Guggenheim. Ele propôs um manuscrito de 200 mil palavras que apresentaria “uma versão simplificada, resumida e modernizada de O Capital de Marx”. Em outras palavras, ele propôs escrever um livro de 500 páginas de comprimento no espaço de um ano. Este era o projeto Marx for Workers [Marx para Trabalhadores] no qual ele trabalhara esporadicamente durante os últimos vários anos[102]. O livro, ele defendia, estava quase escrito, já que ele podia se basear em sua obra publicada e não publicada. Tanto Grossman quanto Korsch se comprometeram a ajudar[103].

Grossman estava bem ciente da difícil situação financeira e apoiava incondicionalmente sua inscrição: “sua situação é realmente difícil se você precisa colocar de lado todo seu trabalho teórico”. As descrições da vida fabril nos contos de Mattick, Grossman repassou, “causaram uma enorme impressão”. Ele disse a Mattick: “você tem inquestionavelmente um grande talento literário” e previu que ele ia “ser um dia um importante romancista”. Ele também acrescentou, entre parênteses: “dito isso, eu não pretendo subestimar seus talentos teóricos”[104].

Referências foram cruciais. Hook, um beneficiário anterior, aconselhou Mattick a apenas abordar “pessoas que têm uma posição acadêmica e que são simpáticas a seu trabalho”[105]. Mattick pediu a Lewis Corey para que ele servisse como referência, mas o próprio Corey era um candidato à bolsa Guggenheim. Mattick disse a ele: “Eu realmente não sei se eu deveria lhe desejar sorte porque sua sorte pode ser meu azar, já que eu suponho que temos o mesmo assunto”. Mas ele disse a Corey: “Lhe desejo sorte da mesma forma. Se eu estivesse no comitê Guggenheim eu com certeza escolheria você ao invés de mim”[106]. Corey, de fato, foi o autor de três livros, um portfólio com o qual Mattick não poderia competir[107].

Mattick pediu a Horkheimer, da Escola de Frankfurt, uma carta de apoio[108]. Grossman, cuja correspondência com Mattick agora se estendera por quase cinco anos, o descreveu para Horkheimer como uma “espírito excepcionalmente vivo que, apesar de uma situação desfavorável, traz enorme energia a seu próprio desenvolvimento científico”[109]. À Fundação Guggenheim, Grossman recomendou Mattick como um “pensador original e sagaz”. Grossman reconheceu que “todo novo manuscrito de Mattick demonstra um nível maior em comparação ao anterior”. Foi uma recomendação brilhante[110]. Hartwig, Pannekoek, Korsch e Conzé forneceram outras cartas[111].

Wieland Herzfelde era uma possibilidade, mas o que Herzfelde ouviu sobre Mattick o perturbou muito: “Estou realmente espantado com os preconceitos grotescos que você tem com a U[nião] S[oviética]”. Por trás de Stalin, ele garantiu a Mattick, havia um sistema socialista que valia a pena defender: “olhe bem para as fotos de Stalin. Alguém tão elegante assim parece estar a fim de terror? Você não consegue ver o sorrisinho irônico dele, com o qual ele recebe toda a adoração como herói (admito que não de muito bom gosto) que lhe dão?”[112] Um colega em comum, Stefan Heym, havia escrito para Herzfelde sobre a política de Mattick. Heym renegara o compromisso de falar para o POU, o que resultou numa discussão desagradável entre Heym e Mattick. Décadas depois, Heym seria conhecido como um dissidente na Alemanha Oriental pós-Guerra, mas na época era um serviçal em favor do Partido Comunista. Ele negou que tivesse “avisado” Herzfelde sobre Mattick: “só se avisa de inimigos perigosos, caro Paul Mattick”. Além disso, notícias do suicídio de seu pai chegaram no dia de seu compromisso com o POU, embora, seja como for, Heym tenha confessado não ter lembranças destes planos. Ele perguntou a Mattick por que ele não confirmara o compromisso um ou dois dias antes. Ele perguntou se era Mattick quem tinha se confundido nessa questão[113].

Quando Mattick afirmou: “Eu não critico a Rússia e os bolcheviques, eu luto contra eles”, nem Herzfelde nem Heym entenderam seus comentários[114]. Grossman também não conseguia entender totalmente a declaração de Mattick de que estava voltado à classe trabalhadora, e não ao movimento operário[115]. Incompreensões similares haviam caracterizado a atitude de Hook com Mattick. Mas o que pareciam afirmações extravagantes de Mattick eram na verdade simples declarações de convicção. Herzfelde deixou sua respectiva lealdade clara: “Eu sinto total solidariedade com a Rússia realmente existente e os bolcheviques reais e quem combatê-los e ofendê-los, combate e ofende a mim”[116]. Afastados nas 3 décadas seguintes, Mattick e Herzfelde não tiveram contato inclusive quando ambos moravam em Nova York durante o final dos anos 1940[117].

Uma discussão igualmente desagradável sobre a Guggenheim aconteceu com Frank Knight, que escreveu para a Fundação: “Eu honestamente não acho que é possível ser comunista, ou qualquer tipo de dogmático, com base em qualquer coisa parecida com uma abordagem ‘honesta’ dos fatos e condições”. Knight afirmou que ele considerava Mattick alguém com “energia e capacidade intelectual muito consideráveis e total seriedade e sinceridade”[118]. Aos juízes do Guggenheim, ele escreveu sobre Mattick: “ele tem capacidade intelectual dum nível incomum e é, sem dúvida, sincero em seus interesses tanto intelectuais como na melhoria social”. Porém, ele continuou: “Mattick é um comunista dogmático na doutrina política”. O projeto de Mattick, explicou ele, “é ‘interpretar’ o marxismo, o que inquestionavelmente significa a tentativa de pregar essa palavra mais efetivamente do que se fez antes”. Para resumir: “Eu acho que toda esta posição é simplesmente veneno”[119]. Na melhor das hipóteses, os funcionários da Guggenheim podiam ignorar a carta de Knight; na pior das hipóteses, ela torpedearia a inscrição de Mattick. Em ambos os casos, não melhorava em nada as chances de Mattick. Ele deveria ter escutado o conselho de Hook sobre árbitros simpatizantes.

A Fundação Guggenheim rejeitou a inscrição de Mattick. Isto significou um fim para seus planos de uma viagem à Europa[120]. Ele se inscreveu para a bolsa de treinamento em pesquisa da Brookings Institution em suas instalações em Washington D.C., mas esta também foi desfavorável[121]. Dali dois anos ele tentaria bolsas novamente.


[1] A tradução escolhida para o título do capítulo no livro de Gary Roth foi Correspondência Conselhista Internacional (International Council Correspondence), palavra que o Portal CD vem geralmente utilizando nas traduções do nome dessa organização. Outra tradução possível é Correspondência Internacional dos Conselhos. Esta última tradução também é correta e temos utilizado em algumas traduções. [Nota do Crítica Desapiedada]

[2] Mattick, “Review of Union of Democratic Control. Eastern Menace: The Story of Japanese Imperialism” [Resenha de Sindicato de Controle Democrático. A Ameaça Oriental: A História do Imperialismo Japonês], International Review, novembro de 1936, p. 144.

[3] Rudiger Raube aos Camaradas, 15 de janeiro de 1933 (IISH [International Institute of Social History]: Pannekoek); Program of the United Workers Party [Programa do Partido Operário Unificado (IISH: Pannekoek).

[4] Sidney Hook para Mattick, 7 de maio de 1934.

[5] Cummings (1968). Fairfield Porter para Alan Wald, 5 de Agosto de 1974 (Mattick Jr.).

[6] Fascismo por Todo o Mundo ou Revolução Mundial? Manifesto e Programa do United Workers Party of America e Bolchevismo ou Comunismo Sobre a Questão de um Novo Partido Comunista e a “Quarta” Internacional. Os trotskistas e o POU eram os dois últimos grupos remanescentes na Federação de Trabalhadores Desempregados. Max Schachtman para Mattick, 30 de outubro de 1933; The Militant, 10 de junho de 1933. É improvável que Mattick tenha escrito o terceiro panfleto, What Next for the American Workers [Quais os próximos passos para os trabalhadores americanos?], já que o panfleto separava “a defesa contra o fascismo e (…) o derrube eventual do capitalismo” em dois momentos distintos. Henk Canne Meijer, 27 de janeiro de 1935 (IIHS: Canne Meijer).

[7] Os planos originais incluíam: Luxemburgo, A Revolução Russa e Marxismo ou Leninismo; Grossman, Fifty Years of Marxism [Cinquenta Anos de Marxismo]; Group of International Communists (Holand), Outline of Production and Distribution in Communism [Esboço da Produção e Distribuição no Comunismo]; Hook, “On Workers’ Democracy” [Sobre a Democracia Operária] (apareceu na Modern Monthly, outubro de 1934). Mattick para Anton Pannekoek, 27 de maio de 1934 (IISH: Pannekoek), Mattick para Sidney Hook, 22 de julho de 1934 (Hoover); Mattick para Sidney Hook, 11 de agosto de 1934 (Hoover).

[8] Hans Schaper para IWK, 15 de agosto de 1991 (Mattick Jr.). ICC, janeiro de 1936, p. 22-6. Goldwater (1977), p. 17, p. 22; Conlin (1974), p. 357-63 (artigo de Mattick); Cazden (1970), p. 186.

[9] Der Freidenker [O Livre Pensador) foi um periódico semanal alemão produzido pela “free thought league” [liga do livre pensamento] dos Estados Unidos. [N. T.]

[10] Henk Canne Meijer para Mattick, 27 de janeiro de 1935 (IISH: Canne Meijer).

[11] Mattick, “Introduction”, New Essays. Editorial Committee, “Announcements” [Novos Ensaios. Comitê Editorial, “Anúncios”], ICC, março de 1935; Anton Pannekoek para Mattick, 2 de fevereiro de 1936 (IISH: Pannekoek).

[12] Para edições escritas inteiramente por Mattick: março de 1936, outubro de 1936 e agosto de 1937. A edição de outubro de 1937 incluía quinze resenhas de diferentes livros feitas por ele.

[13] “O que é comunismo”, sobre a produção e a distribuição sob condições socialistas (baseado no Grundprinzipien [Princípios Fundamentais] e “A Crise Permanente”, sobre os aspectos técnicos da teoria de Grossman.

[14] CAZ é a abreviatura de Chicagoer Arbeiterzeitung [Jornal Operário de Chicago]. [N. T.]

[15] Henk Canne Meijer para Mattick, 6 de outubro de 1933 (IISH: Canne Meijer).

[16] ICC, outubro de 1934.

[17] Daqueles que consegui identificar a partir da ICC de 1935: WRB – Walter Boelke; WT – Wendelin Thomas; L – Ernst Lincke; JH – John Harper/Anton Pannekoek; HW – Helmut Wagner; HG – talvez Herman Gersom, mas não Grossman.

[18] Charlot Strasser para Mattick, 8 de outubro de 1933.

[19] Allen Garman para Mattick, 29 de março de 1934. Allen Garman para Mattick, 24 de maio de 1934; Allen Garman para Mattick, 3 de julho de 1934; Allen Garman para Mattick, 12 de agosto de 1934.

[20] Delas, a ICC de dezembro de 1934 foi dedicada às “Theses on Bolshevism” [Teses sobre o Bolchevismo], de Helmut Wagner; a ICC de agosto de 1935 a “The Rise of a New Labor Movement” [O Surgimento de um Novo Movimento Operário], de Canne Meijer. As edições da ICC de novembro de 1934, abril de 1935 e dezembro de 1935 também incluíram ensaios fundamentais da Rätekorrespondez.

[21] Henk Canne Meijer para Mattick, 27 de janeiro de 1935 (IISH: Canne Meijer).

[22] Karl Korsch para Mattick, 15 de março de 1935 (Gesamtausgabe).

[23] Karl Korsch para Mattick, 7 de dezembro de 1934 (Gesamtausgabe). A Kampfsignal parou de publicar antes  que algo de Korsch aparecesse; não se sabe se trechos de seu Karl Marx foram publicados na International Review. Os ensaios de Korsch aparecerem nas edições de 26 de maio, 9 de junho e 23 de junho de 1935 do Der Freidenker e nas edições de janeiro e maio da ICC. Ele também pode ser o autor de artigos em julho (“Americanizing of Marxism” [Americanização do Marxismo]) e dezembro (assinado como “G”).

[24] Bernhard Reichenbach para Mattick, 7 de junho de 1935. Reichenbach, e não Mattick ou Henssler, é o provável autor de “Germany Today” [A Alemanha Hoje], ICC, setembro de 1935.

[25] Buckmiller (1987). Entrevista com Michael Buckmiller, 12 de junho de 2009; Mattick (Karl Korsch) para Harald Anderson-Harild, 19 de março de 1935 (Gesamtausgabe); Mattick (Karl Korsch) para Harald Anderson-Harild, 6 de agosto de 1935 (Gesamtausgabe); Karl Korsch para Otto Rühle, 10 de janeiro de 1940 (Gesamtausgabe).

[26] O ensaio de Langerhans é “A Próxima Crise Mundial, A Segunda Guerra Mundial e a Revolução Mundial” traduzido por nós em: Teses sobre a Próxima Crise Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Revolução Mundial (1935) – Heinz Langerhans. [N.T.]

[27] Mattick para Harald Anderson-Harild, 4 de julho de 1935 (ABA); Lincke pode ter escrito: “L”, “Relatório da Dinamarca”, ICC, outubro de 1935.

[28] Harald-Anderson Harild para Mattick, 10 de setembro de 1935 (ABA). Henk Canne Meijer para Mattick, 27 de janeiro de 1935 (IISH: Canne Meijer); Harald Anderson-Harild para Karl Korsch, 15 de agosto de 1936 (ABA); Harald Anderson-Harild para Karl Korsch, 21 de agosto de 1936 (ABA); Harald Anderson-Harild para Henk Meijer e Mattick, 24 de agosto de 1936 (ABA).

[29] Nunca foi determinado se este caso foi um suicídio duplo ou homicídio seguido de suicídio. Brinson (1995). Edward Conzé para Mattick, 2 de julho de 1935; Karl Korsch para Mattick, 30 de novembro de 1935 (Gesamtausgabe).

[30] Anton Pannekoek para Mattick, 10 de dezembro de 1934 (IISH: Pannekoek).

[31] Para as críticas de Korsch à postura de Pannekoek: Karl Korsch para Mattick, 1º de janeiro de 1939 (Gesamtausgabe).

[32] Anton Pannekoek para Mattick, 14 de junho de 1935 (IISH: Pannekoek).

[33] Anton Pannekoek para Mattick, 2 de fevereiro de 1936 (IISH: Pannekoek). Anton Pannekoek para Mattick, 25 de dezembro de 1935 (IISH: Pannekoek).

[34] Sidney Hook para Sam Solon, com nota escrita à mão para Mattick, 23 de maio de 1934 [colchetes meus]. Edward Conzé para Mattick, 18 de dezembro de 1933.

[35] Conzé (1979a), p. 6 e seguintes.

[36] Edward Conzé para Mattick, 18 de dezembro de 1933; Edward Conzé para Mattick, 20 de março de 1935; Edward Conzé para Mattick, 2 de julho de 1935; Edward Conzé para Mattick, 10 de agosto de 1935; Edward Conzé para Mattick [após 15 de outubro de 1935]; Edward Conzé para Mattick, 30 de dezembro 1935; Conzé (1979b), p.33-4. Para as resenhas: Der Freidenker, 26 de maio de 1935; Modern Monthly, dezembro de 1935; ICC, abril de 1936; ICC, fevereiro de 1937.

[37] Mattick, “Review of Theodor Hartwig. Die Krise der Philosophie” [Resenha de Theodor Hartwig: A Crise da Filosofia], Der Freidenker, 23 de junho de 1935. Os artigos de Hartwig na ICC despontaram nas edições de outubro e dezembro de 1937. É improvável que ele tenha escrito “Comunismo e Religião” na ICC de maio de 1936.

[38] Grossman citado em: Hartwig “Die Wissenschaft im Lichte des Marxismus” [A Ciência à Luz do Marxismo], Der Freidenker, 12 de junho de 1938. Theodor Hartwig para Mattick, 12 de fevereiro de 1935; Theodor Hartwig para Mattick, 22 de novembro de 1937.

[39] Walter Boelke para Mattick, 23 de julho de 1934 [1935].

[40] Herman Gersom para Mattick, 10 de agosto de 1935; George Holland para Mattick, 18 de outubro de 1935.

[41] E. Bauer para Mattick, 11 de junho de 1935; Lucien Maurant para Mattick, 29 de setembro de 1935.

[42] Ellis Bohmer para Mattick, 14 de junho de 1937.

[43] Henryk Grossman para Mattick, 22 de outubro de 1935. Apenas neste momento a ICC parou de anunciar planos de produzir a obra de Grossman como um panfleto.

[44] Bernhard para Mattick, 12 de abril de 1936. Karl para Mattick, 16 de dezembro de 1935.

[45] Mattick, “One Step Forward, Two Steps Backward: Critical Remarks on the ‘Statement of Programmatic Orientation by the American Workers Party’” [Um Passo à Frente, Dois Passos Atrás: Observações Críticas sobre a “Declaração de Orientação Programática do Partido Operário Americano”], Modern Monthly, dezembro de 1934, p. 640.

[46] Max Nomad para Mattick, 24 de julho de 1933; Sidney Hook para Mattick, 22 de dezembro de 1933.

[47] Mattick para Critchell Rimington, 3 de janeiro de 1934 (Princeton).

[48] Maxim Lieber para Mattick, 24 de janeiro de 1934.

[49] Sam Solon para Mattick, 22 de novembro de 1935; Sam Solon para Mattick, 28 de janeiro de 1936. Solon, “Partner in Plunder” [Parceiros na Pilhagem], Modern Monthly, junho de 1935.

[50] Sidney Hook para S. L. Solon, 23 de maio de 1934.

[51] Sidney Hook para Mattick, 30 de abril de 1934; S. L. Solon para Mattick, 26 de maio de 1934.

[52] Sidney Hook para Mattick, 18 de julho de 1934.

[53] Allan Garman para Mattick, 26 de julho de 1934.

[54] Henryk Grossman para Mattick, 2 outubro de 1934.

[55] Mattick para Sidney Hook, 22 de julho de 1934 (Hoover); Henryk Grossman para Max Horkheimer, 30 de janeiro de 1935 (Horkheimer, 1995a).

[56] Karl Korsch para Mattick, 7 de dezembro de 1934 (Gesamtausgabe); Karl Korsch para Mattick, 15 de março de 1935 (Gesamtausgabe); Karl Korsch para Mattick, 4 de abril de 1935 (Gesamtausgabe); Karl Korsch para Mattick, 29 de agosto de 1935 (Gesamtausgabe).

[57] Edward Conzé para Mattick, 15 de outubro de 1934; Edward Conzé para Mattick, 20 de março de 1935; E. C., “Adding to Confusion” [Acrescentando à Confusão], The Plebs, fevereiro de 1935.

[58] Leroy Allen para Mattick, 23 de janeiro de 1935.

[59] Malcom Cowley para Mattick, 11 de fevereiro de 1935.

[60] Guy Aldred para Mattick, 4 de fevereiro de 1935.

[61] Ernst Nobs para Mattick, 31 de janeiro de 1935.

[62] Mattick para V. F. Calverton, 20 de janeiro de 1935 (NYPL).

[63] Anton Pannekoek para Mattick, 13 de abril de 1935 (IISH: Pannekoek).

[64] Mattick, “Marxismus und Wissenschaft” [Marxismo e Ciência], Der Freidenker, 11 de novembro de 1934; Wendelin Thomas, “The Inevitability of Communism”, Der Freidenker, 17 de fevereiro de 1935.

[65] “Marxism Without Doctors”, ICC, fevereiro de 1935; Kristen Svanum, “Daniel De Leon”, ICC, março de 1935.

[66] William Cunningham, “Review: The Inevitability of Communism”, The Windsor Quarterly, inverno de 1935.

[67] Frederick Ryan, “Review: Paul Mattick. The Inevitability of Communism”, Books Abroad, inverno de 1936.

[68] Karl Korsch para Mattick, 10 de maio de 1935 (Gesamtausgabe).

[69] Karl Korsch para Mattick, 12 de maio de 1935 (Gesamtausgabe); Karl Korsch para Mattick, 4 de junho de 1935 (Gesamtausgabe).

[70] A segunda edição holandesa de 160 páginas dos Grundprinzipien foi impressa em 750 cópias. Henk Canne Meijer para Mattick, 27 de janeiro de 1935 (IISH: Canne Meijer).

[71] Bahnbrechendes também pode ser traduzida como “revolucionário”; Roth optou por manter a palavra em alemão e traduzi-la como “path-breaking” entre colchetes, no que seguimos o autor. [N. T.]

[72] Sidney Hook para Mattick, 11 de agosto de 1934 [colchetes meus]. Mattick para Sidney Hook, 13 de agosto de 1934 (Hoover).

[73] Mattick para V.F. Calverton, 20 de janeiro de 1935 (NYPL: Calverton). Posteriormente, Mattick submeteu o artigo à Controversy; C. A. Smith para Mattick, 29 de junho de 1937.

[74] Allen Garman para Mattick, 3 de abril de 1935.

[75] Mattick para Harald Anderson-Harild, 7 de abril de 1935 (ABA).

[76] Conversation with Paul Mattick, Jr. [Conversa com Paul Mattick Jr.], 2 de abril de 2006.

[77] Para os grupos POU: ICC, outubro e dezembro de 1934; Bob Leonard para Mattick, 3 de novembro de 1935.

[78] Walter Boelke para Mattick, 23 de julho de 1934 [1935].

[79] Luxemburg, “Leninism or Marxism”, fevereiro de 1935; Mattick para John Day Company, 21 de novembro de 1934 (Princeton); reimpresso pela APCF [Federação Comunista Antiparlamentar] como um panfleto. The Crisis and the Decline of Capitalism [A Crise e o Declínio do Capitalismo] parece ter sido uma reimpressão de A Crise Permanente: A Interpretação de Henryk Grossman da Teoria de Marx da Acumulação Capitalista de Mattick, ICC, novembro de 1934; e também da sinopse do livro (presumivelmente de Mattick) na ICC, outubro de 1937. Para listas: ICC, outubro de 1935 e julho de 1936.

[80] “Please Notice”, ICC, janeiro de 1936, p. 9.

[81] Mattick, “Guy’s Aldred ‘Mission’” [A “Missão” de Guy Aldred], ICC, julho de 1935, p. 25.

[82] Mattick (1969).

[83] Mattick, “What Can the Unemployed Do”, Living Marxism, maio de 1938.

[84] Garman corrigiu a tradução de Svanum das Teses sobre o Bolchevismo que apareceram na ICC, dezembro de 1934. A APCF as renomeou The Bourgeois Role of Bolshevism [O Papel Burguês do Bolchevismo]. Allen Garman para Mattick, 3 de abril de 1935; William Ballantyne para Mattick, 28 de abril de 1936. Talvez relacionados a estas discussões fossem diversos ensaios da ICC: WT [Wendelin Thomas], “Revolutionary Parliamentarism” [Parlamentarismo Revolucionário] e Anônimo, “Antiparlamentarismo e o Movimento de Conselhos”, ICC, outubro de 1935. “Comitês de Oficina na Inglaterra”, ICC, novembro de 1936, pode ter se originado com o grupo APCF em Leeds; Guy Aldred para Mattick, 20 de abril de 1935; Edward Conzé para Mattick [depois de 16 de outubro de 1935].

[85] Dois anos antes, Aldred tentou um empreendimento de três mãos com Proudhomeaux em Paris e Workers League News [Notícias da Liga dos Trabalhadores]. Guy Aldred para Mattick, 4 de fevereiro de 1935; Guy Aldred para Mattick, 20 de abril de 1935; Shipway (1988), p. 137 e seguintes.

[86] Conforme citado por Walter Boelke para Mattick, 23 de julho de 1934 [1935]. Guy Aldred para Mattick, 25 de fevereiro de 1935.

[87] Mattick para Guy Aldred, 2 de fevereiro de 1935, citado em Aldred (1935) p. 98.

[88] Mattick, “Guy Aldred’s ‘Mission’” [A Missão de Guy Aldred], ICC, julho de 1935.

[89] Guy Aldred para Mattick, 25 de fevereiro de 1935.

[90] “Shall We Defend the Soviet Union” [Devemos Defender a União Soviética?], Class Struggle, fevereiro de 1936, 6:2; Weisbord (1977), p. 312, p. 322. Henk Canne Meijer para Mattick, 27 de janeiro de 1935 (IISH: Canne Meijer); Henk Canne Meijer para Albert Weisbord, 25 de abril de 1937 (IISH: Canne Meijer).

[91] Wieland Herfzelde para Mattick, 19 de junho de 1934. WB [Boelke], “Upton Sinclair auf dem Wege zum Faschismus?” [Upton Sinclair a caminho do fascismo?], Kampfsignal, 15 de novembro de 1934; Mattick “Upton Sinclair on the Way to Fascism?” [Idem], ICC, novembro de 1934.

[92] Citado em Wendelin Thomas para Mattick, 20 de julho de 1936.

[93] Conhecida como a Conferência de Bruxelas a fim de confundir espiões da polícia, mas realizada em Copenhague.

[94] Benarrosh (1981); Benarrosh (1985); Bonnachi (1976).

[95] Para as discussões: ICC de agosto, setembro, outubro e dezembro de 1935 e janeiro de 1936; Rätekorrespondez de abril/maio e julho/agosto de 1935, março de 1936 e maio de 1936; Persdienst van de Groep van Internationale Communisten, janeiro e fevereiro de 1936. Bourrinet (2001), p. 241 e seguintes, p. 277 e seguintes; Kubina (2001), p. 136 e seguintes; Evans (2005), p. 370 e seguintes.

[96] V. F. Calverton para Mattick, 16 de setembro de 1935.

[97] Sam Solon para Mattick, 22 de novembro de 1935; Korsch comentou depois que a “relação de alguém com a Rosa [Luxemburgo] ainda me parece ser a melhor pista de testes para revolucionários”; Karl Korsch para Mattick, 1 de janeiro de 1939 (Gesamtausgabe). Mattick, “Die Gegensaetze Zwischen Luxemburg und Lenin” [Os Contrastes Entre Luxemburgo e Lenin], Der Freidenker, 18 de agosto e 1º de setembro de 1935; Mattick, “Die Gegensätze Zwischen Luxemburg und Lenin“, Rätekorrespondendz, setembro de 1935; “De Tegenstellingen Tusschen Luxemburg en Lenin”, Persdienst van de Groep van Internationale Communisten, dezembro de 1935; Mattick, “Luxemburg Versus Lenin”, Modern Monthly, setembro de 1935 (Parte 1); Mattick, “Luxemburg Versus Lenin”, ICC, julho de 1936 (Parte 2).

[98] Mattick, “Review of John Strachey. The Nature of Capitalist Crisis”, Modern Monthly, abril de 1935.

[99] Lewis Corey para Mattick, 16 de maio de 1935.

[100] Exemplos: Theodore Brameld para Mattick, 12 de janeiro de 1935; Alfred M. Bingham para Mattick, 18 de janeiro de 1935; Malcolm Cowley para Mattick, 11 de fevereiro de 1935; Alfred S. Dashiel para Mattick, 25 de fevereiro de 1935; Alfred M. Bingham para Mattick, 20 de agosto de 1935; Charles Angoff para Mattick, 28 de setembro de 1935.

[101] Mattick, “Review of Ludwig Kotany, The Science of Economy”, Zeitschrift für Sozialforschung, 4: 3, 1935; Mattick, “Review of Ludwig Kotany, The Science of Economy; Paul Douglas, Controlling Depression; H. Parker Willis e John M. Chapman, The Economics of Inflation”, Der Freidenker, 1º de setembro de 1935; Mattick, “Review of Ludwig Kotany, The Science of Economy; Harold G. Moulton, The Formation of Capital; Paul H. Douglas, Controlling Depressions; H. Parker Willis e John M. Chapman, The Economics of Inflation”, Modern Monthly, janeiro de 1936.

[102] Mattick, “Fellowship Application” (Columbia: Corey). Um título anterior era The Economic Revaluation of Contemporary Society [A Reavaliação Econômica da Sociedade Econômica], V. F. Calverton para Mattick, 3 de outubro de 1933; Mattick para V. F. Calverton [após 3 de outubro de 1933] (NYPL); Edward Conzé para Mattick, 18 de dezembro de 1933; Sidney Hook para Mattick [após 7 de julho de 1934]; Karl Korsch para Mattick, 30 de novembro de 1935 (Gesamtausgabe); Alfred Evenitsky para Mattick, 1º de setembro de 1960.

[103] Korsch, “Guggenheim Recommendation (Report)”, sem data, (IISH: Korsch).

[104] Henryk Grossman para Mattick, 19 de dezembro de 19353.

[105] Sidney Hook para Mattick, 16 de outubro de 1935.

[106] Mattick para Lewis Corey, 17 de outubro de 1935 (Columbia: Corey).

[107] Henry Allen Moe para Lewis Corey, 26 de outubro de 1965 ( Columbia: Corey).

[108] Max Horkheimer para Mattick, 15 de outubro de 1935; Max Horkheimer para Mattick, 12 de novembro de 1935; Julian Gumperz, 20 de janeiro de 1936.

[109] Henryk Grossman para Max Horkheimer, 30 de outubro de 1935 (MHA).

[110] “Guggenheim Report”, Henryk Grossman, 29 de outubro de 1935 (IISH: Mattick).

[111] Theodor Hartwig para Mattick, 15 de novembro de 1935; Anton Pannekoek para Mattick, 22 de novembro de 1935 (IISH: Pannekoek); Karl Korsch para Mattick, 30 de novembro de 1935 (Gesamtausgabe); Eduard Conzé para Mattick, 15 de outubro de 1935.

[112] Wieland Herzfelde para Mattick, 19 de agosto de 1935.

[113] Stefan Heym para Mattick, 16 de setembro de 1935.

[114] Mattick citado em Wieland Herzfelde para Mattick, 28 de outubro de 1935.

[115] Henryk Grossman para Mattick, 19 de dezembro de 1935.

[116] Wieland Herzfelde para Mattick, 28 de outubro de 1935.

[117] Mattick recebeu informações sobre Wieland Herzfelde de Walter Auerbach, que se referiu a ele como um “homem de negócios russo”. Pit e Walter Auerbach para Mattick, 4 de novembro de 1939.

[118] Frank Knight para Mattick, 9 de outubro de 1935.

[119] Frank Knight para Mattick, 21 de dezembro de 1935.

[120] Ernst Lincke e Eleonora Yberg para Mattick, 3 de abril de 1936.

[121] Leverett Lyon para Mattick, 20 de maio de 1936.

O presente texto foi traduzido por Thiago Papageorgiou, a partir da versão disponível em: https://libcom.org/files/Gary%20Roth%20-%20Marxism%20in%20a%20Lost%20Century%20-%20A%20Biography%20of%20Paul%20Mattick.pdf. Leitura e correções do português por Fernando Monteiro.

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