2º Curso de Formação Crítica Desapiedada: Cinema e Mensagem – Felipe Andrade

[ENCERRADO]

Apoio:

Inscrição (gratuita):

Datas: 06, 07 e 08 de Abril (Quarta, Quinta e Sexta)
Horário:
19:30 – 21:00 horas
Encontros serão via Google Meet (O link será enviado no dia, através do e-mail inscrito)

Objetivo:

Todas as produções cinematográficas são partes integrantes da sociedade. Isto significa que cada filme expressa em seu universo ficcional determinados elementos, explícitos ou não, do contexto social em que foi produzido. O filme é, portanto, produto das relações sociais e o seu conteúdo manifesta um significado, o qual pode ser visto na mensagem, o conteúdo da obra fílmica. A mensagem é um processo de comunicação que revela ideias, valores, sentimentos, constituindo o elemento central para compreender o significado do filme. Na sociedade capitalista, poucos indivíduos possuem condições de produzir filmes, o que está relacionado à divisão social do trabalho, a existência de classes sociais, entre milhares de outros obstáculos. Por isso, a produção do filme é restrita, mas a sua recepção e interpretação são processos mais amplos, acessíveis a grande parte da população.
Neste sentido, o objetivo do minicurso será discutir a relação entre cinema e mensagem, os dois aspectos fundamentais na análise fílmica, a partir da perspectiva marxista. No primeiro momento, abordaremos a relação entre filme e significado com o objetivo de explicar o que é um filme. Em um segundo momento, abordaremos o significado original, a mensagem que a equipe de produção pretendia passar. Para tanto, retomaremos uma discussão teórica fundamentada no materialismo histórico-dialético visando demonstrar como interpretar corretamente uma obra cinematográfica e ilustraremos esse processo com a análise do filme Crepúsculo dos Deuses (1950, Billy Wilder). Por fim, a última parte do minicurso será dedicada a explicar o significado adjudicado, isto é, aquele que não possui correspondência necessária com o significado original. Ilustraremos a ideia de atribuição de significado com o filme Curral (2020, Marcelo Brennand). Assim, o minicurso insere-se na necessidade da luta cultural em todos os aspectos da realidade, tendo como pressuposto a crítica desapiedada. O cinema é um desses aspectos e nele a luta de classes manifesta-se de uma forma específica, revelando uma determinada posição sobre a sociedade que, em diversos casos, pode assumir a crítica (sob inúmeras formas) que contribui para o combate das relações desumanizadas geradas por essa sociedade.

Material de Estudo:

Bônus:
– Lista de filmes com mensagens críticas [Você pode baixar ou assistir os filmes da lista em: Link 1, Link 2, Link 3, Link 4, Link 5]

  • A Classe Operária Vai ao Paraíso (Elio Petri, 1971)
  • A Fábrica de Nada (Pedro Pinho, 2017)
  • A Greve (Sergei M. Eisenstein, 1925)
  • A Grande Ilusão (Robert Rossen, 1949)
  • A Jaula de Ouro (Diego Quemada-Diez, 2013)
  • A Morte de um Burocrata (Tomás Gutiérrez Alea, 1966)
  • A Noite dos Desesperados (Sydney Pollack, 1969)
  • A Nós a Liberdade (René Clair, 1931)
  • A Patagônia Rebelde (Héctor Olivera, 1974)
  • A Questão Humana (Nicolas Klotz, 2007)
  • A Outra História Americana (Tony Kaye, 1998)
  • Brazil, o Filme (Terry Gilliam, 1985)
  • Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
  • Desculpe Te Incomodar (Boots Riley, 2018)
  • Deus e o Diabo na Terra do Sol (Glauber Rocha, 1964)
  • Distrito 9 (Neill Blomkamp, 2009)
  • Dois Dias, Uma Noite (Jean-Pierre Dardenne, Luc Dardenne, 2014)
  • Dr. Fantástico (Stanley Kubrick, 1964)
  • Edukators (Hans Weingartner, 2004)
  • Eles Não Usam Black-Tie (Leon Hirszman, 1981)
  • Eles Vivem (John Carpenter, 1988)
  • Glória Feita de Sangue (Stanley Kubrick, 1957)
  • Godzilla (Ishirō Honda, 1954)
  • Johnny Vai à Guerra (Dalton Trumbo, 1971)
  • Liberdade (Vicente Aranda, 1996)
  • Louise Michel, a Rebelde (Sólveig Anspach, 2009)
  • Lunar (Duncan Jones, 2009)
  • Machuca (Andrés Wood, 2004)
  • Mera Coincidência (Barry Levinson, 1997)
  • Momo e o Senhor do Tempo (Johannes Schaaf, 1986)
  • Morango e Chocolate (Juan Carlos Tabío, Tomás Gutiérrez Alea, 1994)
  • Mr. Freedom (William Klein, 1969)
  • Números (Akhtem Seitablaev, Oleg Sentsov, 2020)
  • O Abutre (Dan Gilroy, 2014)
  • O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, 1962)
  • O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel, 1972)
  • O Idiota (Yuri Bykov, 2014)
  • O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene, 1920)
  • O Grande Ditador (Charles Chaplin, 1940)
  • O Informante (Michael Mann, 1999)
  • O Inimigo do Povo (Satyajit Ray, 1990)
  • O Homem que virou Suco (João Batista de Andrade, 1980)
  • O Jovem Karl Marx (Raoul Peck, 2017)
  • O Patrão: Radiografia de um Crime (Sebastián Schindel, 2014)
  • O Senhor das Armas (Andrew Niccol, 2005)
  • Os Companheiros (Mario Monicelli, 1963)
  • Panteras Negras (Mario Van Peebles, 1995)
  • Parque da Punição (Peter Watkins, 1971)
  • Quando Explode a Vingança (Sergio Leone, 1971)
  • Queimada! (Gillo Pontecorvo, 1969)
  • Recursos Humanos (Laurent Cantet, 1999)
  • Rede de Intrigas (Sidney Lumet, 1976)
  • Segunda-Feira ao Sol (Fernando León de Aranoa, 2002)
  • Tempos Modernos (Charles Chaplin, 1936)
  • Terra e Liberdade (Ken Loach, 1995)
  • Uma História de Amor e Fúria (Luiz Bolognesi, 2012)
  • Um Estranho no Ninho (Miloš Forman, 1975)
  • Unidos Por Um Sonho (Niels Arden Oplev, 2006)
  • Vinhas da Ira (John Ford, 1940)

Mikhail Bakunin – O Patriotismo. Imagem retirada do filme Quando Explode a Vingança (1971, Sergio Leone)

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