O Dinheiro Deles ou sua Vida – Paul Mattick Jr.

Nota do Crítica Desapiedada: Confiram também: Dossiê: Capitalismo e Pandemia

A perturbação social que veio com o novo coronavírus SARS-CoV-2 tem um lado muito visível se expandindo dia após dia e um mais oculto esperando em um futuro próximo. Primeiramente, existem os efeitos do próprio vírus: a infecção e adoecimento de milhões de pessoas, e então as medidas tomadas para limitar esses efeitos. Governos nacionais, despreparados para a emergência apesar de décadas de alertas, reagiram, após atrasos mortais, limitando mobilidades sociais[1] para controlar o índice de infecção. A economia, então colocada em coma induzido, está sendo mantida em suporte de vida por meio de imensos empréstimos a empresas e um pequeno aumento em subsídio de desemprego. Enquanto a evaporação de valores de ações e títulos está eliminando pensões e reservas financeiras, juntamente com alguma porcentagem de fundos de cobertura, uma cascata de fechamento de empresas está produzindo uma falta de empregos massiva em escala equivalente à da crise de 1929[2].

A SARS-CoV-2 é apenas a mais recente na série de pandemias que acompanharam o desenvolvimento da agricultura e urbanização capitalista desde antes da Revolução Industrial. Sua inovação e a rapidez de sua propagação em um mundo de cadeias de fornecimento global, migração internacional de mão de obra e turismo em massa – um caminho foi aparentemente aberto para a transmissão intercontinental, por exemplo, pelo uso de trabalhadores têxteis chineses de baixo salário por empresas de moda de Milão – faz com que se destaque contra o histórico de mortes por influenza, mortes por câncer devido à poluição ambiental e ambiente de trabalho, e mortes banais como acidentes automobilísticos e de caminhão. O novo vírus, mais fácil para os mais ricos se protegerem e serem tratados quando contraírem, ilumina o abismo da desigualdade social e da subordinação geral da vida cotidiana, incluindo as exigências da saúde humana e animal, à “economia”, como chamamos o sistema de subordinação da produção de bens e serviços à necessidade de investidores capitalistas para acumular lucros.

Para além de algumas generalizações, os efeitos a longo prazo da crise médica-tornada-desligamento-econômico ainda são desconhecidos. A eventual produção de uma vacina pode ajudar a fazer a COVID-19 parte da normalidade, juntamente com outras doenças sociais como envenenamento por cobre, acidentes industriais, overdoses de drogas, fome e guerra. No discurso oficial da política econômica, as medidas de estímulo e socorro decretada pelos governos e postas em movimento através das facilidades de criação de dinheiro dos bancos centrais são planejadas como esforços de prazo relativamente curto. Uma vez que o vírus chegar ao fim, negócios supostamente reabrirão e os trabalhadores voltarão aos seus empregos; em teoria, pelo menos alguns dos trilhões de dólares de empréstimos do governo serão eventualmente reembolsados. O processo normal de concentração e centralização da propriedade do capital terá sido acelerado, junto com a desigualdade geral da riqueza, enquanto a generosidade governamental flui para as maiores empresas. Em teoria, pelo menos, o capitalismo continuará feliz da vida, reproduzindo pequenas Nova Zelândias de bilionários em meio a um mar de empobrecimento.

Na realidade – e este é o segundo aspecto da crise, quase escondido da perspectiva pela verificação repentina das atividades econômicas em resposta à catástrofe médica – uma recessão econômica já estava em curso antes do coronavírus nos colocar no limite. Durante o último trimestre de 2019, o PIB do Japão caiu 6,3% para uma taxa de crescimento de -1,6%, enquanto o crescimento do PIB alemão (e esta é a quarta maior economia mundial) caiu para zero. A Europa como um todo declarou 1,1% de crescimento em 2019. Entre os países economicamente mais fortes, a taxa de crescimento de 6% da China foi a menor em 30 anos, e o PIB dos Estados Unidos, com estagnação no último trimestre, cresceu apenas 2,3% em 2019, o menor desde 2016, e economistas esperavam uma queda para menos de 2% em 2020.[3]

O que fez tais desenvolvimentos especialmente significantes foram o fato de que a carga de dívida de empresas não financeiras tinha alcançado um nível máximo ao final de 2019, testemunhando o fracasso em gerar lucros suficientes para suas necessidades. E 51% dos títulos emitidos naquele ano foram classificados como BBB, a avaliação mais baixa. 25% eram títulos podres, não avaliados pois estão abaixo do nível de investimento[4]. O sistema financeiro global aumentou desde os anos 80 em quatro vezes o valor da produção mundial; o débito corporativo da China sozinho aumentou em 20 trilhões de dólares. “Nos Estados Unidos, contra o cenário de décadas de acesso ao dinheiro barato, corporações não financeiras viram suas dívidas aumentarem mais que o dobro de 3,2 trilhões de dólares em 2007 para 6,6 trilhões em 2019”[5]. Muitas empresas saíram do capital público para o capital próprio buscando evitar regulação financeira; hoje empresas de capital próprio têm débitos iguais a 600% dos lucros anuais dessas empresas. O resultado é uma economia global espetacularmente ameaçada por qualquer congelamento de crédito – tal como está acontecendo em resposta à pandemia.

Não surpreendentemente, a desigualdade reina entre as corporações assim como na sociedade em geral. As 10% do topo (em termos de receita) das corporações não financeiras levaram à redução de efetivos ao mesmo tempo que aumentaram a riqueza dos acionistas; as 90% menores, encarando uma competição mais rígida que as grandes empresas, ainda precisam de investimento de capital para se manterem funcionando enquanto satisfazem seus acionistas[6]. O resultado é um grande número de empresas “zumbis”, com lucros baixos ou negativos, mantendo um simulacro de vida graças à constante infusão de débito via mercado de títulos podres. “[Empresas] zumbis representam agora 16% de todas as empresas cujos títulos são negociados publicamente nos Estados Unidos, e mais de 10% na Europa, segundo o Banco de Compensações Internacionais, o banco para bancos centrais”[7]. Essas firmas enfrentam a extinção enquanto créditos secam ou se tornam caros.

Essa fileira de dominós não foi estabelecida em um ano, ou quatro anos. A recessão no início dos anos 70 trouxe um fim à prosperidade de 30 anos do pós-guerra que parecia prometer uma economia livre de crises daí em diante. Desde então, através dos altos e baixos do ciclo de negócios, cada recuperação tem sido mais fraca, e as taxas de investimento em máquinas e equipamentos declinaram. Foi isso que levou ao aumento constante de dívidas, que tinham triplicado por volta da véspera do colapso de 2008, para manter a economia mundial crescendo depois de 1980. Os bancos centrais responderam à Grande Recessão com uma enchente especialmente grande de dinheiro recém-criado, para substituir a dívida vaporizada no colapso. Este dinheiro fácil não foi, entretanto, para uma expansão da produção – de fato, grandes empresas reduziram efetivos gradualmente – mas para comprar ações, títulos e outros ativos especulativos.

Empréstimos do governo cresceram juntamente com dívidas privadas, em medidas para conter o dano causado por recessões e crises financeiras recorrentes. A inabilidade da economia de crescer como um mecanismo produtivo não inspirou, porém, governos a tomarem as rédeas deixadas pelo setor privado, com projetos de infraestrutura, digamos, ou a expansão de instalações de assistência médica ou moradia de baixa renda. Ao invés disso, o dinheiro do governo fluiu através de instituições financeiras para corporações que o reciclaram, via recompra de ações e aquisições, para fortificar o rendimento e a riqueza de seus proprietários.

Embora os valores das ações e títulos vaporizados em periódicos colapsos como o atual possam ser reforçados por bancos centrais, o que mantém a sociedade capitalista funcionando ao longo do tempo é a produção estável de produtos e serviços que possam ser vendidos para produzir lucros reinvestidos em máquinas, equipamentos e mão de obra capaz de gerar ainda mais valor e lucro. Instrumentos financeiros representam reinvindicações do lucro de produções futuras; para essas reinvindicações serem realizadas, bens devem ser produzidos e vendidos. Que investidores entendam isso em certo nível, por mais que acreditem na mágica da finança criativa, revela o colapso do mercado de ações e títulos em resposta ao congelamento econômico.

Deve ser perguntado: quando o perpétuo acerto de contas adiado terá sua validade? A resposta é que ele vem sendo feito há décadas, com a contínua piora de condições de vida e trabalho dos trabalhadores assalariados do mundo, permitindo a concentração de riqueza – real e fictícia – em uma reduzida porcentagem de mãos, apesar da economia estagnante. A depressão que está chegando será simplesmente uma aceleração dessa tendência, mesmo que uma parte do dinheiro gerado nessa última vez seja queimado. Os novos trilhões derramados pelo estado serão destinados como acompanhamento para a austeridade, não uma alternativa a ela.

Apesar do otimismo oficial, já se falou em Washington sobre um programa de empregos, sem dúvidas destinado a evocar o Work Progress Administration (WPA) [Administração de Progresso de Trabalho] do New Deal[8]. Que tal coisa ainda seja discutida testemunha o medo, sentido pelos mais racionais da elite governante, do colapso econômico e instabilidade social, já vista nas muitas pequenas greves e sick-outs[9] por causa de condições de trabalho insalubres e pagamentos desaparecidos. Foram, é claro, os Democratas que lançaram essa ideia, com sua nostalgia pelo glorioso passado juntamente com sua dificuldade de efetivação nas presentes circunstâncias, alguns dias depois de Trump ter descartado hipóteses de invocar o War Power Act [Ato de Poder de Guerra] para obrigar corporações a produzirem ventiladores e outros equipamentos necessários lembrando-nos que “você sabe, somos um país que não se baseia em nacionalizar nossos negócios. Chamem alguém da Venezuela, perguntem como foi o resultado da nacionalização de seus negócios? Não muito bem”. Elites europeias têm sido historicamente menos sensíveis à nacionalização, mas elas também estão preocupadas principalmente em apoiar empresas privadas com dinheiro público.

Deve ser lembrado que o WPA e programas relacionados (assim como esforços similares de Hitler) não fizeram muito para tirar a economia estadunidense da depressão; pleno emprego (pelo menos uma redução da taxa de desemprego em 4,7%) veio apenas com o início da exaustiva produção de guerra em 1942. Para lidar com o que está tomando a forma de uma crise ainda mais profunda, e que certamente afetará uma porção maior da população mundial que a dos anos 30, seria preciso uma intervenção do governo em uma escala realmente equivalente à nacionalização da economia. No momento, um governo ocupado usando os meses de coronavírus para finalizar a evisceração das fracas proteções ambientais ainda em vigor é mais provável de tentar salvar indústrias de carvão e petróleo, lar de muitas empresas zumbis. Até mesmo os Democratas admitem que a conversa sobre o programa de empregos foi mais uma manobra eleitoral que uma proposta séria, e mudaram o foco para ter certeza de que empresas aéreas, recém-aprovadas de aumentar seus valores de ações com recompras, possam participar plenamente do programa federal de resgate.

Para além dos efeitos imediatos do coronavírus e da fraqueza econômica subjacente, há um terceiro aspecto na existente perturbação da ordem social, potencialmente a mais significante. A coincidente emergência sanitária e desligamento econômico transformaram a vida cotidiana com uma precipitação e magnitude antes não experienciadas. Milhões de pessoas que iam para o trabalho todos os dias se encontram em suas casas; crianças não controladas por escolas devem, com os adultos ao seu redor, aprender a ocupar seu próprio tempo. As atividades de consumo que são os compensadores normais de estresse dos trabalhadores de rendimento médio – idas a restaurante, bares, shows, academias, compras variadas – estão majoritariamente indisponíveis. Aqueles que já eram dependentes de bancos alimentares para sobreviver estão se encontrando sobrecarregados de um dia para o outro. Todos são obrigados a repensar do que se trata a vida, sem mencionar como mantê-la assim. A questão, por exemplo, se moradia é algum tipo de direito mesmo quando não há dinheiro para pagar o aluguel subitamente se tornou uma questão prática para milhões de pessoas não acostumadas a pensar sobre o conflito entre as necessidades humanas e a propriedade privada. Pessoas foram expulsas de padrões aceitos para seus próprios recursos.

Esses recursos, como sempre em tempos de catástrofe, são compartilhados. Houve uma explosão de ajuda mútua em inúmeras formas, de fabricação de máscaras caseiras a levar alimentos para profissionais de saúde para algo mais complexo como improvisar um sistema de saúde computadorizado (na Cidade do Cabo, África do Sul). Na Espanha, 200 motoristas de táxis, muitos deles do Paquistão, organizaram-se para fornecer transporte gratuito para médicos e outros profissionais de saúde[10]. Como coloca George Monbiot de forma concisa, “ao redor do mundo, comunidades têm se mobilizado onde governos falharam[11]”. Nos Estados Unidos, formas incomuns de ação têm reaparecido, como grupos de trabalhadores – de entregadores e carteiros a médicos e enfermeiros – que entram em greve ou tomam outras medidas, muitas vezes desafiando os esforços do sindicato em abafar as coisas, exigindo alguma consideração por sua saúde e bem-estar de seus empregadores. Nas palavras de Josh Eidelson, “ao dar aos trabalhadores algo maior a temer que seu chefe, e rebatizando trabalhadores frequentemente esquecidos como essenciais, o coronavírus lançou a base para uma nova revolta operária”[12]. Um dos maiores exemplos grevistas foi o protesto de trabalhadores da General Electric em Lynn, Massachusetts, que deveriam ser demitidos, mas pediram que a empresa convertesse suas fábricas de motor de jato em fábricas de ventiladores, ao invés de demiti-los como planejado[13]. Isso aumentou a ideia de ajuda mútua a um nível ameaçador para a instituição da própria propriedade corporativa, com trabalhadores exigindo o controle não apenas de seus salários e condições de trabalho, mas de seu objetivo. Em um bairro de Marselha, França, trabalhadores de uma franquia do McDonald’s tomaram essa medida ao ocuparem as premissas – é claro, contra os protestos da empresa – para preparar refeições para o povo local, usando suprimentos doados por comerciantes, residentes e bancos alimentares[14].

O encerramento dos negócios como de costume [business as usual] teve outros impactos positivos: céus azuis em Pequim; golfinhos em canais de Veneza; Los Angeles relativamente livre de trânsito e poluição. Devido à redução de poluentes geralmente produzidos por várias indústrias, muitas milhares de vidas estatisticamente condenadas ao que se chama de “morte prematura” já foram salvas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, “poluição atmosférica mata uma estimativa de sete milhões de pessoas no mundo todo ano”[15]. Somente na China, calcula Marshall Burke, professor do Departamento de Ciência dos Sistemas Terrestres de Stanford, “uma redução nas partículas materiais na atmosfera relacionada à pandemia – a forma mais mortal de poluição atmosférica – provavelmente salvou as vidas de 4.000 crianças pequenas e 73.000 idosos… ao longo de dois meses desse ano”[16].

Sem dúvidas, os empresários e legisladores sonhando com um rápido renascimento da economia, uma vez que a emergência sanitária estiver sob controle, não lamentam especificamente a vida mais longa de crianças chinesas e outras crianças. No estranho e invertido mundo da teoria econômica, tais assuntos podem ser considerados objetivamente, em termos de dólares e centavos: o economista Michael Greenstone da Universidade de Chicago calculou – com base em estimativas da EPA [Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos] sobre o valor monetário da vida humana – que o valor das vidas salvas do COVID-19 pela suspensão do trabalho “somou 7,9 trilhões de dólares, ou aproximadamente 60,000 dólares por famílias dos Estados Unidos”[17]. Infelizmente, esses trilhões, ao contrário daqueles faturados pelo Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos, permanecerão puramente imaginários. Para fazer dinheiro real, a indústria terá que entrar em ação de novo; carros, caminhões, navios e aviões terão que se mover. Combustíveis fósseis terão que ser extraídos e queimados. (A empresa canadense de petróleo de xisto por trás do projeto XL Keystone[18] nem esperou o fim da emergência para recomeçar a construção do oleoduto). Na medida em que a economia recupera, as taxas de mortes por poluição retornarão ao normal e a catástrofe das alterações climáticas voltarão a acelerar.

A maioria das pessoas que tem que trabalhar para viver estão compreensivelmente ansiosas para voltarem a serem pagas pelo seu tempo, quaisquer que sejam os derivados ecologicamente destrutivos de seus trabalhos. Mas não é impensável que se o colapso econômico for profundo e longo o suficiente, as pessoas possam ser inspiradas ou mesmo forçadas a inventarem novos arranjos sociais para alcançar os requerimentos de existência, uma vez que trabalho assalariado se torna difícil de ser encontrado. Afinal de contas, mesmo que empregos estejam escassos, o trabalho ainda precisa ser feito, e os recursos com os quais fazê-lo ainda existem. Sem a pressão de preservação de riqueza e lucratividade, decisões que favorecem a sobrevivência da humanidade ao invés do capital corporativo podem ser uma vantagem. Talvez um colapso duradouro dos negócios atuais abrirá caminhos para considerar o bem-estar a longo prazo da humanidade mesmo que as pessoas lutem pela sobrevivência cotidiana.

As ações de locais de trabalho que responderam ao súbito choque do semi-colapso social e a incompetência demonstrada por aqueles que atualmente dominam as tomadas de decisões sociais demonstram a capacidade das pessoas de perceber quando suas vidas estão em perigo e entender os meios em mãos para se defender. Quaisquer que sejam suas opiniões para as próximas eleições presidenciais, aqueles trabalhadores da General Electric entenderam claramente a importância de desviarem suas habilidades para a fabricação de ventiladores. Se, como parece provável, a lenta depressão que nos acostumamos a chamar de economia estagnada acelerar e se aprofundar mesmo quando a emergência sanitária ficar sob controle, tais experiências podem fornecer as bases para respostas mais abrangentes à crise social que está por vir.


[1] O autor utiliza a expressão “social movement”, podendo se referir tanto a movimento social quanto a mobilidade social (NT).

[2] No original, “Great Depression”. Em português, é mais comum falar da Crise de 1929 (NT).

[3] Phillip Inman, “Japan’s Economy Heading for Recession, and Germany Wobbles”, The Guardian, 17 de fevereiro, 2020, https://www.theguardian.com/business/2020/feb/17/japan-economy-heading-for-recession-and-germany-wobbles / “U.S. Economic Growth Flat in Final Three Months of 2019,” CBS News, atualizado no dia 30 de janeiro, 2020, cbsnews.com/news/us-gdp-flat-in-final-three-months-of-2019. (Todas essas informações devem, como sempre, ser consideradas com cautela, mas elas servem para indicar tendências).

[4] OECD.org, “Corporate Bond Debt Continues to Pile Up”, 18 de fevereiro, 2020, https://www.oecd.org/corporate/corporate-bond-debt-continues-to-pile-up.htm.

[5] Joseph Baines and Sandy Brian Hager, “COVID-19 and the Coming Corporate Debt Catastrophe”, SBHager.com, 13 de março, 2020, https://sbhager.com/covid-19-and-the-coming-corporate-debt-catastrophe/.

[6] Ibid.

[7] Ruchir Sharma, “This Is How the Coronavirus Will Destroy the Economy”, New York Times, 16 de março, 2020, https://www.nytimes.com/2020/03/16/opinion/coronavirus-economy-debt.html?action=click&module=Opinion&pgtype=Homepage.

[8] Série de programas implementados no Estados Unidos, entre 1933 e 1937, com o objetivo de recuperar e melhorar a economia, auxiliando os prejudicados pela Crise de 1929 (NT).

[9] Sick-out é uma forma de greve em que todos os trabalhadores faltam alegando estarem doentes (NT).

[10] Paula Blanco, “Pakistani taxi drivers give free rides to Spanish health workers”, Al Jazeera, 9 de abril, 2020, https://www.aljazeera.com/news/2020/04/pakistani-taxi-drivers-give-free-rides-spanish-health-workers-200408120354440.html.

[11] George Monbiot, “The horror films have got it wrong. This virus has turned us into caring neighbors”, The Guardian, 31 de março, 2020, https://www.theguardian.com/commentisfree/2020/mar/31/virus-neighbours-covid-19.

[12] Josh Eidelson, “Now is the Best and Worst Time for Workers to Go on Strike”, Bloomberg, 7 de abril, 2020, https://www.bloomberg.com/news/articles/2020-04-07/coronavirus-marks-the-best-and-worst-time-for-workers-to-strike.

[13] Edward Ongweso Jr., “General Electric Workers Launch Protest, Demand to Make Ventilators”, Vice, 30 de março, 2020, https://www.vice.com/en_us/article/y3mjxg/general-electric-workers-walk-off-the-job-demand-to-make-ventilators.

[14] Mateo Falcone, “Un McDo marseillais réquisitionné par les travailleurs pour donner de la nourriture dans les quartiers”, Révolution Permanente, 9 de abril, 2020, https://www.revolutionpermanente.fr/Un-McDo-marseillais-requisitionne-par-les-travailleurs-pour-donner-de-la-nourriture-dans-les?fbclid=IwAR3cfJatqaAL_IT-DJyLfcTPEG9Ow8532PKeDRKY7fgG1ig6MjtLbuSWAEs.

[15] World Health Organization, “Air Pollution,” https://www.who.int/health-topics/air-pollution#tab=tab_1.

[16] Marina Koren, “The Pandemic Is Turning the Natural World Upside Down”, The Atlantic, 2 de abril, 2020, https://www.theatlantic.com/science/archive/2020/04/coronavirus-pandemic-earth-pollution-noise/609316/

[17] Eduardo Porter, “Economists, Too, Are Scrambling to Understand an Upended World”, The New York Times, 6 de abril, 2020, p. B3.

[18] Projeto de construção de um oleoduto que sairia do Canadá até os Estados Unidos. Criou muitos problemas com ambientalistas, se tornando um símbolo da luta contra as alterações climáticas e combustíveis fósseis (NT).

Traduzido por Lucca Lobato, a partir da versão disponível em: https://brooklynrail.org/2020/05/field-notes/Their-Money-or-Your-Life?fbclid=IwAR2rzWXiCNt1qwz6Reo9mHy6Cb3nGmTkLMKyEjwiDuMRcaWVdcmCFaTDWhI.

2 Comments

2 Trackbacks / Pingbacks

  1. Dossiê: Capitalismo e Pandemia – Crítica Desapiedada
  2. Capitalismo, Utópico e Científico – Paul Mattick Jr. – Crítica Desapiedada

Leave a Reply

Your email address will not be published.


*