A revista Autogestion como observatório dos movimentos de emancipação – Claudie Weill

[Nota do Crítica Desapiedada]: Publicamos esta breve apresentação da revista Autogestion (Autogestão), escrita e publicada em 1999 por Claudie Weill, autora ainda viva que escreveu diversos livros, como Rosa Luxemburgo hoje (1986), para trazer algumas informações que auxiliem a compreender a inserção histórica e política dessa revista na França. Tal publicação foi responsável por divulgar diversos artigos que expressaram a perspectiva do marxismo autogestionário na França nos anos 1960-1970.
Todos os números da revista Autogestion (Autogestão) podem ser acessados em: https://archivesautonomies.org/spip.php?rubrique607.


Abordar a história de uma revista numa outra revista poderia lembrar esse exercício de umbiguismo ou autorreprodução, que consiste em filmar de forma ficcional a história do cinema ou contar no palco a história do teatro. Por outro lado, nada contestará a utilidade da rubrica que fecha cada número de L’Homme et la Société[1], a “revista das revistas”. Mas aqui se trata de outra coisa: realizar uma tabela de leitura para analisar o que constituiu a riqueza de uma reflexão focalizada. Pois, apesar da multiplicidade de interpretações que mexeram com os contornos ao ponto que por vezes se tem a impressão que existem tantas acepções quanto locutores, cada qual apresentando suas próprias reticências, isto é, suas fobias, a autogestão é uma figura central do movimento de emancipação durante todo o século XX. Na continuidade dos debates e controvérsias no seio do marxismo ou entre marxistas e populistas ao fim do século XIX, seus modelos foram o mir na Rússia, a comuna camponesa, a partir da visão de um comunismo primitivo vastamente mitificado. Posteriormente, da Comuna de Paris aos comitês de ação, passando pelos sovietes, os conselhos operários, as comissões operárias, etc., a autogestão repercutiu incessantemente conforme suas diferentes modalidades, com o objetivo de que os interessados pudessem controlar os próprios fins, seja na fábrica ou na cidade, como forma de democracia direta. Por exemplo, na véspera da revolução de 1905, situando-se no despertar de Marx, o socialdemocrata russo Pavel Axelrod, na sua polêmica com os bolcheviques, falava de autodesenvolvimento, autoeducação, autoatividade (que, exageradamente otimista, queria que fossem realizados no modo de funcionamento da socialdemocracia alemã), termos que se unem à noção de autogestão. No campo semântico germânico, particularmente socialdemocrata, seu equivalente – Selbstverwaltung – servia, de forma mais restritiva, para qualificar a democracia local, enquanto que associada ou oposta à participação e à cogestão ela frequentemente foi confinada ao domínio econômico, com uma fixação sobre o aspecto gestionário.

A principal tentativa de elucidação do termo e da utopia concreta que ele cobre se situa entre o meio dos anos 60 e dos 80, período que coincide com a sua riqueza, na França, em diversas organizações políticas e sindicais, em particular do PSU (Partido Socialista Unificado) à CFDT (Confederação Francesa Democrática do Trabalho), enquanto que, noutros países ocidentais igualmente, os debates teóricos se alimentavam de experiências. Esses 20 anos foram também os da existência da revista Autogestion[2]. É uma revista gêmea da L’Homme et la Société: seu primeiro número apareceria no mesmo ano, 1966, e na mesma editora, Anthropos, sob a direção de Serge Jonas. Durante os 20 anos de sua coexistência, diversos autores contribuíram com as duas – um fenômeno, certamente, habitual para revistas de orientação similar. Nas origens da Autogestion e da L’Homme et la Société, encontram-se os nomes de Henri Lefebvre ou de René Lourau, por exemplo, os quais a colaboração vai até o fim da Autogestion e que se seguiu na revista irmã. Depois, aparecem numa e noutra as contribuições ferrenhas de Louis Janover ou Jean-Pierre Garnier, apenas para citar alguns nomes, ou para sair do hexágono, Noam Chomsky e Murray Bookchin.

Isso quer dizer que as duas revistas choveram no molhado? Para responder a esta questão, é necessário examinar o conteúdo para delinear melhor as diferenças ou até apontar o que constitui a especificidade da Autogestion. Não é possível – seria ao menos particularmente fastidioso – submeter a uma análise cada um dos 66 números publicados (43 na primeira série, 23 na segunda, à qual fui associada): rebatizada Autogestion et Socialisme em 1970 – e se beneficiando então do apoio financeiro do CNRS, garantia de cientificidade, mas também condição de uma sobrevivência que geralmente preocupa as revistas –, a Autogestion foi adornada com o plural na última série para indicar, talvez, uma tendência mais pragmática, mais propensa a escutar a atualidade imediata das experiências assimiláveis à autogestão, suscetíveis de aparecer em diversos contextos em escala global. Tentarei apenas delinear as grandes orientações, sobretudo na perspectiva que nos concerne aqui, a da emancipação social.

Examinar as potencialidades, criticar as aporias, esses eram os objetivos da Autogestion. Apesar de não partidária e se inscrevendo no movimento universitário, era uma revista engajada, como testemunham as polêmicas por vezes ácidas, não apenas com a esquerda e a extrema esquerda, mas também com a direita, pronta a querer retirar a autogestão do lado do liberalismo. Para alargar a acepção puramente economicista, prevalecente, Yvon Bourdet, que foi por muito tempo o mestre do projeto, importou da Socialisme ou Barbarie[3], revista na qual ele havia colaborado e que desapareceu um ano mais tarde, a noção de autogestão generalizada, que figura desde o primeiro número, como “ideia motriz de uma reconstrução socialista fundada na democracia operária”. Pois, de acordo com Jean Duvignaud parafraseando Georges Gurvitch, se tratava “do aspecto que reveste nas sociedades históricas e nos países industrializados a liberdade coletiva criadora de valores, de obras, de participação e de ações novas” (1, 7). Georges Gurvitch, na verdade, foi em grande parte o inspirador da Autogestion cujo primeiro número, quase que como em forma de homenagem, apareceu na manhã de sua morte e contém diversos escritos de seu próprio punho, batizados de forma um pouco pomposa de “excertos da obra”. As discussões haviam começado no trem entre Georges Gurvitch, Daniel Guérin e Jean Bancal, ao voltarem de um colóquio sobre Proudhon realizado em Bruxelas em novembro de 1965.

É no programa inicial que se pode medir o caminho percorrido, mas os relatórios de progresso foram vários: o do primeiro decênio (nº 37-38, 1977); o da primeira série, ao passo que a Autogestion et Socialisme deixa a Anthropos para aparecer na Privât; o dos cinco primeiros anos da nova série (1980-1984) com formato de índice, enquanto que era previsto aquele do vigésimo aniversário, que jamais apareceu. O primeiro em que diversos membros do comitê de redação expõem suas visões das realizações e faltas é o mais revelador, pois inicia também uma mudança de orientação.

A história ocupa ainda um espaço considerável no programa anunciado. Ela figurava tanto da parte da análise teórica dos grandes precursores como Charles Fourier (nº 20-21 particularmente), Joseph Proudhon, Mikhail Bakunin, considerados pelos fundadores como os pais da autogestão, quanto das experiências do passado, dos sovietes na URSS após a Revolução de Outubro, dos conselhos operários na Alemanha, na Europa central e na Itália após a Primeira Guerra Mundial, das comissões operárias na Espanha de 1936 até ao passado mais recente dos conselhos operários na Polônia. Planejou-se igualmente fazer das experiências contemporâneas – autogestão iugoslava, argelina, os kibutzim em Israel – objetos de análise, enquanto que um lugar especial deveria ser reservado aos problemas e debates teóricos da atualidade. Sob o título “História”, figura também um número consagrado à comemoração do centenário da Comuna de Paris em 1971 (nº 15), mas, ao decorrer do tempo, ela desapareceria como se os ensinamentos que poderia fornecer tivessem sido esgotados, mesmo revisitada à luz da atualidade, mesmo irrigada por novas correntes metodológicas implementadas pela história do movimento operário. Essa mesma tendência prevaleceu, além disso, na L’Homme et la Société. No relatório dos dez primeiros anos, ao lado daqueles que queriam manter o curso, isto é, aprofundar as investigações nos campos previamente definidos, vontades de mudança se manifestaram das quais, curiosamente, Pierre Naville, questionado por Yvon Bourdet, se tornou porta-voz, desejando “que a revista dê de agora em diante menos importância às relações históricas ou às indagações filosóficas” (66). Estas são, portanto, as premissas da virada em direção à sociologia em favor da grande onda (moda?) dos “novos movimentos sociais”: a revista endossa também, com um certo atraso na ocorrência, o que está em voga na época, se fazendo mais vigilante em relação ao que Jacqueline Pluet chamou de “o grande esquecimento dos programas revolucionários […], a vida cotidiana” (72).

Pode parecer paradoxal que seja exatamente durante essa virada que eu fui trazida para colaborar no comitê de redação, não necessariamente ex officio, ou seja, como historiadora, já que foram essencialmente as minhas competências de germanista que foram solicitadas, mesmo se a mudança de orientação da Autogestions contribuiu com o engrandecimento dos meus próprios horizontes.

Entre as experiências autogestionárias contemporâneas, apenas uma foi examinada constantemente durante os 20 anos de existência da revista: a da Iugoslávia (ver em particular o número 8 em 1969). Yvon Bourdet adiantou de forma convincente que ela havia sido instaurada, com uma mudança de ênfase, para contribuir em apaziguar os conflitos nacionais. Nesse registro, ele estabeleceu igualmente vínculos entre a autogestão e a autonomia nacional cultural tal como ela havia sido preconizada pelos austromarxistas, particularmente Otto Bauer, e que pressupõe, também, que a administração das questões políticas e culturais deve ser levada pelos próprios interessados, constituídos em grupos nacionais. Paralelamente, três membros do comitê de redação, Yves Person, Yvon Bourdet e eu, colaboramos com a revista Pluriel-débat[4] (1975-1983), consagrada às relações interétnicas, à questão nacional e aos problemas das minorias: Yvon Bourdet e eu escrevemos a oração fúnebre (n° 16, 1984). Um outro austromarxista, Max Adler, foi então convocado por Yvon Bourdet em suas reflexões sobre o sistema dos conselhos.

A autogestão iugoslava foi examinada até nos seus impasses, pois, sob um sistema de partido único, a Liga dos Comunistas, a democracia não estava lá como atesta, entre outros, o surgimento de uma contestação estudantil em 1968 após uma dissidência cultural que remetia àquela dos outros países do Leste, tendo sido ela um pouco mais tolerada (nº 6, 1981). No que tange à autogestão na Argélia, instaurada por Ben Bella e apresentada no terceiro número da revista por Michel Raptis, que foi seu conselheiro, ela não durou muito tempo às lutas de poder que seguiram após a independência e sobreviveu apenas por um tempo na agricultura, como se sabe. Quanto aos kibutzim, o militantismo e o igualitarismo dos pioneiros foi ferido pelo desenvolvimento do capitalismo, das novas ondas de imigração, do estado de guerra permanente.

Nas empresas iugoslavas, um “conselho operário” era eleito pela assembleia geral entre os candidatos apresentados essencialmente pela Liga dos Comunistas ou suas organizações satélites. Esse sistema foi acoplado às “unidades de trabalho” encarregadas de organizar a produção na empresa. O controle da gestão e organização do trabalho também eram confiados a órgãos separados. No plano político, a autonomia concedida às comunas associadas aos conselhos operários foi contestada pelo peso massivo da Liga dos Comunistas no seio dos conselhos comunais, que compensava a composição mais heterogênea dos conselhos operários.

Entretanto, é justamente no domínio econômico que apareceram dois obstáculos aparentemente contraditórios, sendo um na Iugoslávia, sob forma de egoísmo empresarial, colocando a questão do equilíbrio entre setores de ponta e setores tradicionais mais lentos; e, consequentemente, o do grau de planificação necessária e da possibilidade de assegurá-lo de forma encadeada, questão essa (“planificação e autogestão”) que figurava então no programa inicial da revista. A lógica redistributiva, operando igualmente entre as Repúblicas, permitiu soldar a Federação apenas de forma provisória, com cada uma das nações da Iugoslávia se sentindo ao fim lesadas pela relação com as outras e prejudicadas em seu desenvolvimento.

A outra armadilha que os kibutzim revelaram e, mais tarde, os movimentos alternativos na Alemanha e na Suíça, é aquela da autoexploração, avatar da crítica da sociedade de consumo formulada pelo movimento estudantil do fim dos anos 60 e seus pensadores.

O Maio de 68 seguiu de perto a aparição da Autogestion que, quase na contramão, tentou, contudo, se situar no coração do evento e ler os movimentos sociais induzidos pela revolta. A experiência dos Lip permite uma observação, digamos, in vivo, sempre do lado da democracia industrial. Ela pareceu, de qualquer forma, apresentar a prova da grande atualidade da temática. Mas foi sobretudo na Itália e na Alemanha que se inventaram novas práticas sociais suscetíveis de enriquecer a reflexão e o modelo: comitês de bairro, coletivos de habitação, creches autogeridas, iniciativas de cidadãos, para citar alguns exemplos. Foram muitas as provas da vitalidade da sociedade face ao Estado, experiências da autogestão no cotidiano. Os anos 70 foram também para a revista ricos de “material de trabalho”, fornecidos igualmente, noutro plano, pela Revolução dos Cravos em Portugal.

Mais tradicionais, os conselhos operários na Tchecoslováquia, por mais efêmeros que tenham sido ao fim dos anos 60, retiveram todavia a atenção graças, particularmente, a Joseph Fisera, que foi um dos pilares da revista (nº 11-12, 1970). Na Polônia, por outro lado, o interesse foi no rumo dessa forma de sindicalismo revolucionário que combina reivindicações políticas e sindicais, encarnado pelo Solidarnosc (nº 5, 1981).

Se, em 1970, o título havia se transformado em Autogestion et Socialisme para retirar qualquer ambiguidade e sinalizar a ancoragem com a esquerda, no fim da década surgiu a questão que, com o início da marcha do PS em direção ao poder, a adição poderia parecer um sinal de subserviência. É, portanto, em nome do pluralismo que, passando das mãos de Yvon Bourdet às de Olivier Corpet, a revista então mudou o seu nome para se tornar plural. Assim, diversas tendências sempre coabitaram no seu seio, desde o socialista Robert Chapuis, futuro ministro, ao trotskista grego Michel Raptis (Pablo), um dos líderes da Quarta Internacional, indo até os anarquistas, sendo que estes reivindicaram incansavelmente uma parte da paternidade no surgimento da revista, invocando a referência à Noir et Rouge, além da Socialisme ou Barbarie. O confronto interno entre anarquistas e marxistas críticos perpassa a primeira série. Gostaria, assim, de abrir um parêntese aqui: 20 anos depois, os números que a Autogestion et Socialisme e L’Homme et la Société consagraram aos anarquistas renderam a melhor quantidade de vendas. Estão os debates de opinião fora de época?

A reorientação do fim dos anos 70 foi também um desvio em direção à atualidade. A partir de então, se tratava de esvaziar as experiências de autogestão mesmo ali onde, à primeira vista, a sua existência era inquestionável. Após se interessar pelos Estados Unidos, pela África subsaariana (Yves Person) ao fim da primeira série, a revista foi visitar os terrenos também exóticos como o Chile ou o Peru (sob os auspícios de Albert Meister, que tinha à época estudado a autogestão iugoslava), e até o Japão. É dizer que as preocupações transbordaram vastamente – e constantemente – o quadro do hexágono. Mas, ao mesmo tempo, o Estado passava ao segundo plano dos questionamentos para melhor trazer à tona a inventividade social.

Em suma, fiel em grande parte ao seu programa inicial, a Autogestion, Autogestion et Socialisme e Autogestions foi durante toda sua existência um observatório dos movimentos de emancipação. Após a chegada da esquerda ao poder, a riqueza do termo e da ideia entrou num rápido declínio. Como prova, a fraca repercussão entre os principais interessados, as leis Auroux, feitas para iniciar a democratização do funcionamento das empresas (“L’entreprise, du muet au parlant”[5], nº 14, 1983). É fato que todas as experiências de democracia industrial foram atingidas pelo silêncio dos sindicatos, preocupados com assegurar a sua representatividade hegemônica nas empresas e preservar as suas prerrogativas (como atesta o exemplo da Alemanha revolucionária no dia seguinte à Primeira Guerra Mundial). Pouco a pouco, o termo desapareceu do vocabulário político em que havia entrado até alcançar o PC. Qui a peur de l’autogestion? (Paris, UGE, 10/18)[6], se perguntavam desde 1978 os colaboradores da revista. O esgotamento dos movimentos sociais termina por jogar – provisoriamente? – a autogestão nas célebres “lixeiras da história” e por dar um golpe final na própria revista.

A pintura não estaria completa, todavia, se não fosse mencionado o conflito que eclodiu na véspera do desaparecimento da revista. À parte da conjuntura política e das limitações institucionais – dissolução, após a sua morte, do laboratório de Raymond Aron do qual fazia parte o Grupo de Estudos de Autogestão, e a aposentadoria de Yvon Bourdet –, são os princípios de um funcionamento autogerido da própria revista que forneceram material aos afrontamentos. A crítica das instituições, do funcionamento pouco democrático das organizações de esquerda, incluso aquelas que se denominavam de autogestão, ocupa um lugar importante desde 1978 na segunda série. Era então lógico que a revista submetesse o seu próprio funcionamento a essa mesma crítica, até porque ela questionou sobre a autogestão da pesquisa e a função da prática. Entretanto, sob pretexto de se opor ao dirigismo de Olivier Corpet, o grupo de análise institucional da Universidade de Vincennes (em Saint-Denis), muito presente e bem ativo nos números consagrados à autogestão existencial – o espaço, mas sobretudo o ensino (nº 12-13, 1982 em especial), etc. –, tentou aplicar seus métodos ao funcionamento da revista na qual ele estava diretamente implicado, se engajando no que parecia ser uma tomada de controle. Necessariamente doloroso, esse conflito, também, contribuiu com a obsolescência da revista: não seriam as instituições mortais?, algo a ser questionado junto a René Lourau ou Rémi Hess. Uma vez a experiência terminada, ela aparece então como o que ambicionava ser: uma enciclopédia da autogestão. Durante 20 anos, todavia, a autogestão como figura do movimento de emancipação e sua análise se enriqueceram mutuamente. Mesmo que apenas pelo seu impacto militante imediato, a Autogestion se distinguia da L’Homme et la Société.


[1] N.T.: “O Homem e a Sociedade”.

[2] N.T.: “Autogestão”.

[3] N.T.: “Socialismo ou Barbárie”.

[4] N.T.: “Debate Plural”.

[5] N.T.: “A empresa, do mudo ao falante”.

[6] N.T.: “Quem tem medo da autogestão?”

Traduzido por Breno Teles, a partir da versão disponível em: https://archivesautonomies.org/spip.php?article3436. A revisão foi realizada por Aline Ferreira.

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